Minicursos
Relação dos Minicursos aprovados
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Descrição: As discussões sobre a aprendizagem da história. A educação histórica como possibilidade metodológica. A cognição histórica situada como pressuposto para a aprendizagem da história. Programa: 1.Perspectivas da aprendizagem histórica no Brasil 2. A cogniçao histórica situada: um pressuposto para a aprendizagem histórica 3. O significado da aprendizagem histórica: dos conhecimentos prévios à metacognição 4. Aprender a orientação temporal 5. Aprender a ler documentos históricos 6. Aprender a ler e escrever narrativas históricas
Bibliografia: BARCA, Isabel org. Para uma educação Histórica de qualidade. Actas das Iv Jornadas Internacionais de educação histórica. Braga: Universidade do Minho, 2004. BARTON, Keith. Qual a utilidade da História para as crianças? Contributos do ensino de história para a cidadania. In Barca, Isabel (org) Para uma educação histórica de qualidade. Actas das IV Jornadas Internacionais de Educação Histórica. Minho: Centro de investigação em Educação.2004 CAINELLI, Marlene. Educação Histórica: perspectiva de aprendizagem da história no ensino fundamental. In. Educar em Revista. Curitiba: EdUFPR; p.57-73.2006. CARRETERO, M/ Voss, James F. Aprender y pensar la historia. Buenos Aires: Amorrortu, 2004. COOPER Hilary. O pensamento histórico das crianças. In Barca, Isabel(org) Para uma educação histórica de qualidade. Actas das IV Jornadas Internacionais de Educação Histórica. Minho: Centro de investigação em Educação.2004 GAGO, Marília. Concepções de passado como expressão de consciência histórica. In. Currículo sem Fronteiras, v.7, n.1, pp.127-136, Jan/Jun 2007. LEE, Peter. Nós fabricamos carros e eles tinham que andar a pé. Compreensão da vida no passado. In. Barca, Isabel(org).Educação Histórica e museus , Actas das Segundas Jornadas Internacionais de Educação Histórica. Braga: Universidade do Minho, 2001 LEE, Peter. Progressão da compreensão dos alunos em História. In. Barca, Isabel. (org). Perspectivas em Educação Histórica. Actas das primeiras Jornadas SCHMIDT,Maria Auxiliadora e BRAGA, Tânia. (orgs) Perspectivas em Educação Histórica: Actas das VI Jornadas Internacionais de Educação Histórica, Curitiba, UFTPR,2007 SCHMIDT, Maria Auxiliadora e Braga, Tânia. A formação da consciência Histórica de alunos e professores e o cotidiano em aulas de História. In: Cadernos Cedes: Ensino de História: novos horizontes. São Paulo:Cortez, 2005
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Descrição: A proposta desse curso é proporcionar a leitura, o debate e a compreensão de conceitos e de temas-chave relativos à construção da idéia de cidade e cultura, especificamente na relação com a reinterpretação e a preservação do passado promovidas pelo conceito de patrimônio. Programa: Aula 1. Apresentação. Definição de conceitos-chave Aula 2. A cidade industrial e o nascimento do discurso de preservação do patrimônio no século XIX Aula 3. Textos de fundação. Aula 4. Preservação do patrimônio no século XX – conceitos, cartas patrimoniais
Documentos de Trabalho:ANDRADE, Rodrigo Mello Franco de. Rodrigo e o SPHAN: coletânea de textos sobre patrimônio cultural. Rio de Janeiro: Fundação Nacional Pró-Memória, 1987. (Publicações SPHAN, 38)/ HERCULANO, Alexandre. Monumentos Pátrios (1838). Opúsculos (II). MAGALHÃES, Aloísio. E Triunfo?: a questão dos bens culturais no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; Brasília: Fundação Nacional Pró-Memória, 1985. Relação das Cartas Patrimoniais: http://portal.iphan.gov.br/REVISTA DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTISTICO NACIONAL. N.º 26/1997 – 60 Anos. RIEGL, Alois. O Culto moderno aos Monumentos. São Paulo: Ateliê Editorial, 2004 RODRIGUES, José Wasth. Documentário Arquitetônico relativo à antiga construção civil no Brasil. São Paulo: EDUSP: Martins, 1975.RUSKIN, John. "A Natureza do Gótico".(trad. José Tavares Lima, revista RISCO, número 4. http://www.eesc.usp.br/sap/revista_risco/) e “The lamp of memory” in: The Seven Lamps of Architecture. Cap VI. (http://books.google.com)SAIA, Luís. Morada Paulista. São Paulo: Perspectiva, 1972.SEVERO, Ricardo. A Arte Tradicional no Brasil. In : Conferências: 1914-1915. São Paulo: Sociedade de Cultura Artística, 1916.
Bibliografia: ARGAN, Giulio Carlo et alii. El pasado en el presente. Barcelona: Gustavo Gili, 1977 BANN, Stephen. Romanticism and the rise of history. New York: Twayne Publishers, 1995. CASTRO, Sônia Rabello. O estado na preservação de bens culturais. Rio de Janeiro: Renovar, 1991.CHOAY, Françoise. A Alegoria do Patrimônio. São Paulo: Editora UNESP, 2001.FIORILLO, Celso Antonio Pacheco. Estatuto da Cidade Comentado. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2002.FONSECA, Maria Cecília Londres. O Patrimônio em Processo: trajetória da política federal de preservação no Brasil. Rio de Janeiro: UFRJ IPHAN. 1997. GONÇALVES, José Reginaldo Santos. “Monumentalidade e cotidiano: os patrimônios culturais como gênero de discurso”. In: Cidade: História e Desafios. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2002. HASKELL, Francis. History and its images: art and the interpretation of the past. New Haven; London: Yale University Press, 1996.LOWENTHAL, David. The past is a foreign country. Cambridge: Cambridge University Press. 1993.MENEGUELLO, Cristina. A preservação do patrimônio e o tecido urbano. Arquitextos. Vitruvius, 2000.MENEGUELLO,. MENEGUELLO, Cristina. O coração da cidade: observações sobre a preservação dos centros históricos. Revista Eletrônica do Sphan.MENEGUELLO, Cristina e RUBINO, Silvana. Preservação do patrimônio industrial no Brasil. Entrevista com Silvana Rubino e Cristina Meneguello (por María Cristina Schicchi) Oculum Ensaios: Revista de arquitetura e urbanismo, Nº 3, 2005. MENEGUELLO, Cristina. Da ruína ao edifício: neogótico, reinterpretação e preservação do passado na Inglaterra vitoriana, São Paulo, Annablume, 2008.MENESES, Ulpiano T. Bezerra de. “Os ‘usos culturais’ da cultura. Contribuição para uma abordagem crítica das práticas e políticas culturais”. In: Eduardo YÁZIGI et alli (orgs). Turismo: espaço, paisagem e cultura. São Paulo: Hucitec., 1996. PROENÇA LEITE, Rogério. Contra-usos da cidade. Lugares e espaço público na experiência urbana contemporânea. Campinas, Unicamp,2006
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Descrição: A proposta do presente mini-curso reside em refletir sobre o gênero documentário e seus usos e funções na prática historiadora. Documentário e ficção tendem a ser contrapostos, assim como a escritura da História (com "H" maiúsculo) é contraposta ao romance, assim como se contrapõem objetividade e subjetividade, fronteiras que necessitam ser devidamente nuançadas. Extrapolando conceitos ligados a "verdade" e ao estatuto de "objetividade" do documentário, o mini curso fornecerá subsídios para uma análise das escolhas e supressões que estão em jogo na filmografia deste gênero. Nos últimos vinte anos a oficina da história vem se ampliando sua perspectiva transdisciplinar através de novos problemas, objetos, novas abordagens, e principalmente, um novo tipo de escrita. Nesse movimento as fontes audiovisuais passaram a integrar o horizonte de pesquisa, demandando para isso estratégias que possam dar conta da natureza própria a esse material: palavras, sons e imagens. Assim, a história estreita seu contato com os estudos fílmicos, notadamente, o campo dos documentários. A experiência da produção de documentários no cinema e as discussões que suscita sobre verdade, narrativa e objetividade, colocados na perspectiva e na prática historiadora são os temas desse mini-curso. A dinâmica proposta será a de oficinas temáticas, cada qual considerando um aspecto da discussão sobre história e documentário. Programa: 1º Dia: O efeito do real - por meio da visualização de extratos de filmes, buscaremos analisar como alguns documentários "escrevem", "apropriam-se" e/ou "fazem" história." 2º Dia: A linguagem documental e a escrita da história contemporânea – documentários que abordam o tempo presente com perspetiva histórica. 3º Dia: A escrita videográfica – experiências de produção de textos históricos com palavras e imagens.
Bibliografia: BARNOUW, Erik. Documentary: A History of the Non-fiction Film. Ed. New York, Oxford University Press, 1993. DA-RIN, Silvio. Espelho Partido. Tradição e transformação do documentário, Rio de Janeiro, Azougue Editorial, 2004. LABAKI, Amir e MOURÃO, Maria Dora (Org.). O Cinema do Real, São Paulo, Cosac e Naify, 2005. NICHOLS, Bill. Introdução ao documentário. Campinas, SP, Papirus, 2005. MAUAD, Ana M., DUMAS, Fernando, SERRANO, Ana Paula da Rocha. Video-História e História Oral: Experiências e reflexões In: História Oral: Teoria, Educação e Sociedade. ed.Juiz de Fora : Ed.UFJF/ABHO, 2006, v.1, p. 33-56. MANDAÍL, Gonçalo & PENAFRIA, Manuela. Novas Linguagens audiovisuais tecnológicas: o documentário enquanto experimentação, Universidade da Beira Interior, 1999, In: http://bocc.ubi.pt; PENAFRIA, Manuela. Unidade e diversidade do filme documentário, Universidade da Beira Interior, 1998, http://www.bocc.ubi.pt/pag/_texto.php?html2=penafria-manuela-filme-doc.html PENAFRIA, Manuela. Perspectivas de desenvolvimento para o documentarismo, Universidade da Beira Interior, 1999, In: http://bocc.ubi.pt; PENAFRIA, Manuela. O ponto de vista no filme documentário, Universidade da Beira Interior, 2001, In: http://bocc.ubi.pt; PENAFRIA, Manuela. Ouvir Imagens e ver sons, Universidade da Beira Interior, 2003, In: http://bocc.ubi.pt. PENAFRIA, Manuela. Documentarismo no Cinema, Universidade da Beira Interior, 2004, In: http://bocc.ubi.pt. PENAFRIA, Manuela. Em busca do perfeito realismo, Universidade da Beira Interior, 2005, In: http://bocc.ubi.pt PENAFRIA, Manuela. Documentarismo no cinema: reflexões sobre o filme documentário, Universidade da Beira Interior, 2006, In: http://bocc.ubi.pt SANT
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Descrição: Os conceitos de Natureza e suas relações com os conceitos de História. O desenvolvimento do enfoque histórico (seta do tempo) nas ciências naturais do século XX. A questão da natureza na historiografia do século XX (região, paisagem, ambiente). As bases teóricas para um novo diálogo entre a historiografia e as ciências naturais, tendo como eixo o tema do ambiente. A evolução institucional e historiográfica da história ambiental a partir da década de 1970. Problemas teóricos e metodológicos na prática da história ambiental. Principais campos, temáticas e padrões de análise na historiografia ambiental. O diálogo da história ambiental com a geografia histórica, com a antropologia e com outras áreas do saber histórico. O desenvolvimento da historiografia ambiental do Brasil: horizontes, temas e questões centrais. As dimensões éticas da história ambiental (relações com a educação ambiental, os projetos de restauração/gestão do ambiente e o desenvolvimento sustentável). Programa: - Visões de Natureza e Teorias da História: possibilidades de aproximação em um contexto pós-darwinismo social e determinismo geográfico. - Além do Dualismo: O Diálogo Necessário entre História, Geografia, Antropologia e Ciências Naturais. - Região, paisagem e recursos naturais na historiografia do século XX (exemplos marcantes dentro e fora do Brasil) - A história ambiental como ciência consciente de si mesma: evolução institucional e intelectual - A pratica da história ambiental no Brasil: realizações e horizontes - Alguns temas centrais da história ambiental e seus problemas teórico-metodológicos: biodiversidade, florestas, doenças, clima, energia e sistemas urbano-industriais. - A contribuição potencial da história ambiental para as políticas ambientais, a educação ambiental e o desenvolvimento sustentável.
Bibliografia: - Arnold, D. The Problem of Nature (Oxford, 1996). - Asdal, Kristin. “The Problematic Nature of Nature: The Post-Constructivist Challenge to Environmental History”, History and Theory, n. 42-1, 2003. - Beinart, W., “Plant Transfers in Historical Perspective”, Environment and History, n. 10, 2004. - Corbin, A. L’Homme dans Le Paysage (Paris, 2001) - Cronom, W., Uncommon Ground: Toward Reinventing Nature (New York, 1996). - Dean, Warren, A Ferro e Fogo: A História e a Destruição da Mata Atlântica Brasileira, São Paulo, Companhia das Letras, 1998. - Duarte, Regina Horta, História e Natureza, Belo Horizonte, Autêntica, 2005 - Descola, P. e Pálsson, G., Nature and Society: Anthropological Perspectives (London, 2002). - Harrison, R. Forests: The Shadow of Civilization (Chicago, 1992) - Hughes, J. Donald, What is Environmental History? (London, 2006) - Le Roy Ladurie, E. “Un Concept: L’unification Microbienne du Monde” in E. Le Roy Ladurie, Le Territoire de L’Historien 2 (Paris, 1978) - Le Roy Ladurie, E., Abrégé d´Histoire du Climat (Paris, 2007) - Martinez, Paulo Henrique, História Ambiental no Brasil: Pesquisa e Ensino, São Paulo, Cortez, 2006 - McNeill, W. “Passing Strange: The Convergence of Evolutionary Science with Scientific History”, History and Theory, n. 40 - 1, 2001 - Mosley, Stephen, ‘Common Ground: Integrating Social and Environmental History.’ Journal of Social History. - Pádua, J. A. Um Sopro de Destruição: Pensamento Político e Crítica ambiental no Brasil Escravista - 1786/1888 (Rio de Janeiro, 2002). - Schama, S. Landscape and Memory (London, 1995) - Thomas, K. O Homem e o Mundo Natural (São Paulo, 1999) - Williams, M., “The Relations of Environmental History and Historical Geography”, Journal of Historical Geography, n. 20-1, 1994. - Worster, D., The ends of the Earth (Cambridge, 1988)
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Descrição: O livro didático é um dispositivo fundamental na constituição da forma escolar e na consolidação e generalização da cultura impressa. Na educação escolar, ele é um dos recursos que tornam possível o ensino simultâneo; permite a sistematização dos saberes a ser transmitidos; projeta e organiza as práticas de ensino; e faz a mediação entre o currículo prescrito e o currículo em ação. Como mercadoria, envolve grande contingente de trabalhadores na sua produção, que elaboram estratégias editoriais e de venda; como objeto de políticas públicas, estabelece conexão peculiar entre Estado, mercado e ensino. Este mini-curso examina algumas dessas possibilidades de análise do livro didático em suas múltiplas dimensões e implicações. Para tal, também aborda aspectos da história do livro e da leitura. As aulas do mini-curso terão duração de uma hora e meia cada. Programa: 1. Livro impresso e a passagem da cultura oral para a escrita; 2. A forma escolar e o livro didático; 3. Produção, circulação e consumo: entre o mercado e o Estado 4. Usos e apropriações: a prática escolar.
Bibliografia: Apple, Michael W. Trabalho docente e textos: economia política das relações de classe e de gênero em educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995. Rojo, Roxane e Batista, A. A.G. (Org.) Livro didático de língua portuguesa, letramento e cultura escrita. São Paulo: Mercado de Letras, 2003. Bittencourt, Circe M. F. Livro didático e saber escolar: 1810-1910. Belo Horizonte, Autêntica, 2008. Carbone, Graciela. Libros Escolares. Uma introdución a su análisis y evaluación. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 2003. Chartier, Anne-Marie e Hebrard, Jean. Discursos sobre a leitura 1880-1980. São Paulo: Ática, 1995. Chartier, Roger. A história cultural. Entre práticas e representações. Rio de Janeiro: Bertrand, 1996. Choppin, Alain. Les manuels scolaire: Histoire et actualité. Paris: Hachette Éducation, 1992. Darnton, Robert. O beijo de Lamourette. SP: Cia das Letras. Eisenstein, Elizabeth L. A revolução da cultura impressa. SP: Ática, 1998. Goody, Jack. A lógica da escrita e a organização da sociedade. Lisboa: Edições 70, 1987 Johnsen, Egil Børre. Libros de texto en el calidoscopio. Estúdio crítico de la literatura y la investigación sobre los textos escolares. Barcelona: Pomares-Corredor, 1996. Lajolo, Marisa. “Livro Didático: um (quase) manual de usuário”. In: Em Aberto, vol. 16, n. 69, jan/mar 1991. Ong, Walter. Oralidade e cultura escrita. Campinas: Papirus, 1998. Petrucci, Armando. Alfabestismo, escritura, sociedad. Barcelona: Gedisa Editorial, 1999. Vincent, Guy; Lahire, Bernard e Thin, Daniel. “Sur l’histoire et la théorie de la forme scolaire”. In: L’éducation prisionère de la forme scolaire? Lyon: Presses Universitaires de Lyon, 1994.
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Descrição: Os estudos das diversas manifestações religiosas nas áreas que compõem as ciências sociais vêm, ao longo das décadas, transformando o entendimento de como essas manifestações influenciaram e ainda influenciam o Brasil. Os estudos sobre temas ligados às religiões crescem nas diversas áreas, notadamente na área de História. Por este motivo, necessário se faz buscar o embasamento teórico metodológico para análise desses fenômenos, visto serem transdiciplinares e tratarem de diversas matrizes importantes para os historiadores e cientistas sociais. A proposta desse mini-curso é apresentar e discutir as linhas teórico-metodológicas para a análise e produção de trabalhos científicos dentro do âmbito da História das Religiões. Iniciando pelos clássicos nas áreas de Antropologia e Sociologia como Durkheim e Mauss até os atuais teóricos das Escolas Inglesa e Francesa, em especial relevo à Escola Italiana de História das Religiões. Programa: 1. História e Religiões – revisitando os clássicos 2. As Escolas de estudos teóricos-metodológicos: • A Escola Francesa • A Escola Inglesa • A Escola Italiana 3. Metodologias de Abordagem: • A Escolha sobre o tema e sua interação entre o propriamente histórico-religioso • O trabalho de campo • O levantamento estatístico • A análise filológica • As questões correlatas: o discurso institucional e a prática cotidiana. O trânsito religioso e o discurso midiático. A classificação das fontes históricas e religiosas. 4. A Escrita da História: a produção da História da Religião: Limites e Abrangências – pontuações para a continuação e desdobramentos da pesquisa.
Bibliografia: ARÓSTEGUI, Julio. A Pesquisa Histórica: Teoria e Método. Bauru. EDUSC, 2006. BIANCHI, U. Religion et les religiona: saggi di metodologia della stória de le religioní. Roma, LEIDEN, 1982. BRELICH, Angelo. Introduzione alla Storia delle Religioni. EDIZIONI DELL'ATENEO, 1966. BRELICH, Angelo. La metodologia della Scuola di Roma delle religioni. Pisa/Roma, ISTITUTI EDITORIALI E POLIGRAFICI INTERNAZIONALI, 1995. CEBALLOS, María Cruz Marín & CORONIL, Jesús San Bernardino (Coords.) Teoría de la historia de las religiones: las escuelas recientes. España, UNIVERSIDAD DE SEVILLA, 2006. DIEZ DE VELASCO, F. La historia de las religiones: métodos y perspectivas, Madrid, AKAL, 2005. FILORAMO, Giovanni, MASSENZIO, Marcelo & MASSIMO, Raveri. Manuale di Storia delle religioni. LATERZA, 2006. FILORAMO, Giovanni. Che co’è religione. Temi, metodi, problemi. Torino, EINAUDI, 2004. GIUSEPPE, Mihelcic. Una Religione Di Liberta: Raffaele Pettazzoni e la Scuola Romana di Storia delle Religioni. CITTA' NUOVA, 2003. HANS, Kippernberg. La scoperta della storia delle religioni. MORCELLIANA, 2002. LE GOFF, Jacques. A História Nova. 5ª. Ed. São Paulo, MARTINS FONTES, 2005. MASSENZIO, Marcello. A História das Religiões na cultura moderna. São Paulo, HEDRA, 2005. MAZZOLENI, Gilberto & SATIEMMA, Adriano. Le religioni e la Storia: a proposito di un metodo. Roma, BULZONI, 2005. MAZZOLENI, Gilberto. Storia, religioni, culture. Prospettive di metodo. EUROMA LA GOLIARDICA, 1994. MONTANARI, Enrico. Categorie e forme nella storia delle religioni. JACABOOK, 2001. PRANDI, Carlo & FILORAMO, Giovanni. As Ciências das Religiões. São Paulo, PAULUS, 1999. RÜSEN, Jörn. Razão Histórica: os fundamentos da ciência histórica. III Vols. Brasília, EDITORA UNB, 2001. PINSKY, Carla Bassanezi (Org). Fontes Históricas. 2ª. Ed. São Paulo, CONTEXTO, 2006. WAARDENBURG, J. Significados religiosos: una introducción sistemática a la ciencia de las religiones. Colombia, BILBAO, 2001.
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Descrição: Este curso visa discutir como pensar a historicidade dos espaços; como trabalhar historiograficamente com recortes espaciais, com a construção e elaboração de identidades espaciais; como pensar temporalmente a constituição das fronteiras, dos limites, das espacialidades. Trabalharemos com distintas espacialidades como a nação, a região, a cidade, a paisagem, etc. Programa: 1. Discussões conceituais em torno da noção de espaço 2. A historiografia e as espacialidades 3. Narrativas e relatos de espaço 4. Memória, história e a constituição dos espaços e dos lugares 5. A historicidade das identidades espaciais: a nação, a região, a cidade, a paisagem.
Bibliografia: ALBUQUERQUE JR, Durval Muniz. Nos Destinos de Fronteira: história, espaços e identidade regional. Recife: Bagaço, 2008. __________________________. História: a arte de inventar o passado. São Paulo: EDUSC, 2007. _________________________. A Invenção do Nordeste e outras artes. São Paulo/Recife: Cortez/Massangana, 2006. CERTEAU, Michel de. Práticas de Espaço. In: A Invenção do Cotidiano. Petrópolis: Vozes, 1994. FOUCAULT, Michel. Outros Espaços. In: Ditos e Escritos III. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2002. BACHELARD, Gaston. A Poética do Espaço. São Paulo: Martins Fontes, 2000. SHILS, Edward. Centro e Periferia. Lisboa: Difel, 2002. SCHAMA, Simon. Paisagem e Memória. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. WILLIAMS, Raymond. O Campo e a Cidade. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
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Descrição: A ética cristã na idade média, sedimentada na doutrina salvacionista, passava forçosamente pela herança clássica, associada às virtudes e aos vícios. Nesse sentido, o mosteiro e a formação espiritual dos monges constituíram uma matriz a ser observada pela sociedade laica. Tal formação espiritual repousava não só na prática, mas, na leitura quotidiana de livros que auxiliavam os monges na interpretação das Escrituras, pouco accessível ao clero de menor instrução. No contexto europeu, os mosteiros medievais portugueses não chegaram a se firmar como centros de produção e difusão de manuscritos. Mas, ainda assim, dos códices que sobreviveram e chegaram aos nossos dias, é possível identificar não só uma produção de textos litúrgicos e para-litúrgicos, mas, também de textos voltados para a orientação espiritual dos monges e dos laicos. Dentre esses, podemos situar os bestiários e os manuais de confissão. Enquanto os primeiros, “exemplificavam” a partir da interpretação alegórica do comportamento dos animais a prática das virtudes e dos vícios, os outros orientavam os monges e os fiéis na prática da confissão. Programa: a) A doutrina salvacionista e a formação ética da sociedade medieval: o mosteiro como centro da salvação. b) Forjando comportamentos: a produção e a leitura de manuais de confessores nos mosteiros portugueses. c) Pecados e remissão no Livro das confissões de Martin Perez. d) Os livros sobre os animais: enciclopédias e bestiários medievais. e) Um bestiário português do século XIV: o Livro das Aves. f) Leitura do manuscrito do Livro das Aves: o diálogo do texto com as iluminuras.
Bibliografia: Fontes primárias Livro das aves, códice português, século XIV (BCE/Unb Ms. P.1) Biblioteca Central da Universidade de Brasília. Obras raras. O livro das confissões de Martin Perez. Ed. José Barbosa Machado e Fernando Torres Moreira. Lisboa: Publicações Pena Perfeita, 2005-2006, 2 vols. Tratado de confissom. Ed. José V. Pina Martins. Lisboa: Imprensa Nacional, 1973. Bibliografia de apoio BARATIN, Marc & JACOB, Christian. O poder das Bibliotecas. A memória dos livros no Ocidente. Rio de Janeiro: UFRJ, 2006. CASAGRANDE, Carla & VECCHIO, Silvana. Histoire des péchés capitaux au Moyen Age. Paris: Aubier, 2003. BIANCIOTTO, Gabriel. Bestiaire Médiéval. Paris: Stock, 1980 DELUMEAU, Jean. O pecado e o medo no Ocidente. Bauru, SP: EDUSC, 2002, 2 vols. GONÇALVES, Ma. Isabel Rebelo. Livro das Aves. Lisboa, Ed. Colibri, 1999 LAUAND, Luiz Jean. Cultura e Educação na Idade Média. São Paulo: Martins Fontes, 1998. MARTINS, Mário. Estudos de cultura medieval portuguesa. Lisboa: Ed. Verbo, 1969-1983, 3 vols. MARTINS, Mário. Alegorias, símbolos e exemplos morais na literatura medieval portuguesa. Lisboa: Brotéria, 1980. MARTINS, Mário. Estudos de literatura medieval. Braga: Livraria Cruz, 1956. MATTOSO, José. Religião e cultura na Idade Média portuguesa. Lisboa: IN-CM, 1982. MONGELLI, Lênia Márcia. A literatura doutrinária da corte de Avis. São Paulo: Martins Fontes, 2002. SOTO RÁBANOS, José Maria. “Vision y tratamiento del pecado em los manuales de confesión de la baja edad media hispana”. Hispania Sacra (Madrid), vol 58 nº 118, 2006, pp. 411-447. TESNIÈRE, Marie Hélene. Bestiaire Medieval. Paris: Bibliothèque Nacionale de France, Paris, 2006 V.V.A.A.. Pratiques de la confession: des pères du desert à Vatican II (Groupe de la Bussiere). Paris: Du Cerf, 1983. VERGER, Jacques. Homens e Saber na Idade Média. São Paulo: EDUSC, 1997.
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Descrição: O curso analisa as diversas formas as ações de camponeses, em períodos de escassez prolongada (secas), procurando fugir da fome e da miséria. O contexto da seca fornece seguro campo de legitimação para ações de multidões de retirantes, que invadem as cidades, saqueiam os mercados ou ameaçam a população urbana e/ou autoridades civis e eclesiásticas. Pretende-se avaliar os significados da seca (contexto) e das relações entre estas ações e os sistemas políticos vigentes nos sertões (paternalismo e política representativa). O período posterior à seca de 1877-1880 será privilegiado, no processo de estabelecimento destas ações diretas como parte efetiva das relações de classes e como instrumento político do campesinato em momentos de perigo. Programa: 1ª Sessão – Ações A regularidade das ações: freqüência crescente a partir do final do século XIX; protocolo invasão-ameaça-saque; os significados das ações para os sujeitos e para a sociedade em geral; formas e alternativas; migrações e destruição da economia sertaneja. 2ª Sessão – Contextos A seca como legitimação das ações; produção camponesa e economia familiar; transformações nas relações com a terra (final do século XIX); economia de subsistência e economia de mercado; paternalismo e liberalismo; cultura política sertaneja. 3ª Sessão – Conceitos Economia moral e economia de mercado; formas de resistência cotidiana; o debate historiográfico; política das multidões e política representativa; E. P. Thompson), E. J. Hobsbawm e G. Rudé.
Bibliografia: ALBUQUERQUE JR, Durval M. “Palavras que calcinam, palavras que dominam: a invenção da seca do Nordeste.” Revista Brasileira de História, São Paulo, v.15, n.28, p.111-120, 1995. CÂNDIDO, Tyrone A. P. Trem da Seca: sertanejos, retirantes e operários (1877-1880). Fortaleza: Museu do Ceará, 2005. NEVES, Frederico de Castro. “Economia Moral Versus Moral Econômica (ou: o que é economicamente correto para os pobres?).” Projeto História. São Paulo, n.16, p.39-58, fev/1998. NEVES, Frederico de Castro. “A Lei de Terras e a Lei da Vida: transformações no mundo rural do Ceará no século XIX.” Estudos de História. Franca-SP, v.8, n.2, p.37-58, 2001. NEVES, Frederico de Castro. A Multidão e a História: saques e outras ações de massas no Ceará. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2000. RUDÉ, George. A Multidão na História. Estudo dos Movimentos Populares na França e na Inglaterra, 1730-1848. Rio de Janeiro: Campus, 1991. SCHWARZ, Alf. “Lógica do desenvolvimento do Estado e lógica camponesa.” Tempo Social. São Paulo, v.2, n.1, p.75-114, 1990. SCOTT, James C. “Formas cotidianas da resistência camponesa.” Raízes. Campina Grande-PB, v. 21, nº 01, p.10-31, jan/jun 2002. THEOPHILO, Rodolpho. História da Secca do Ceará (1877-1880). Rio de Janeiro: Imprensa Inglesa, 1922. THOMPSON, E. P. Costumes em Comum: estudos sobre cultura popular tradicional. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
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Coordenadores:
Descrição: Trata-se de um curso na área de historia da cultura visual. O uso e a pesquisa com imagens ocorrem com freqüência no âmbito da história, e observa-se o crescimento de seu interesse e a necessidade de refletir acerca dos modos de trabalhar tais séries documentais. O GT de Imagem e Cultura Visual existente desde 2003 na ANPUH decidiu propor pela primeira vez um curso voltado para este tema, visando professores da rede e estudantes de graduação. Cada aula contará com series imagéticas de suportes originalmente diversos, propiciando uma discussão metodológica sobre o estatuto destas imagens. O curso aborda a emergência da imagem indicial – fotografia e cinema - e das imagens eletrônicas, em especial a digital, nos séculos XIX e XX e discute o estatuto destas imagens na modernidade, como se vê, por exemplo, na obra de W. Benjamin. Tais imagens enredam consigo uma série de equipamentos e um maquinário tecnológico e cultural que concorrem fortemente para nublar as fronteiras entre a esfera do público e do privado, redimensionamento a percepção de si e os modos contemporâneos de constituição da subjetividade. Portanto, nota-se o forte caráter político destas imagens. Nesta direção, o curso procura: * indicar a emergência dessas imagens e problematizar os processos de subjetivação aí implicados; * assinalar as operações de memória-esquecimento que definem uma série de lugares de memória, como já notava Pierre Nora na Introdução de seu Lieux de Mémoire na década de 1980; * discutir como as imagens e seus fluxos concorrem para a constituição de noções temporais diversas, por exemplo, a noção de tempo on-line, que também perpassam o mundo do trabalho através da pratica de emails. Neste sentido, tais imagens forçam a pensar sobre a experiência cotidiana e crescente da condensação espaço-temporal.
Programa: Aula 1 Discorre sobre a emergência da imagem indicial e seu estatuto. Indica seus modos de produção, difusão, circulação e recepção nos oitocentos e trabalha o aparecimento da imagem-movimento. Trata do Primeiro Cinema e seu fascínio pelo movimento, pela mostração e pela exibição. Assinala os circuitos urbanos destas imagens no Ocidente.
Aula 2 Problematiza a noção de subjetivação contemporânea e os modos pelos quais tais imagens colaboram para o engendramento de processos de subjetivação que ordenam sujeitos sociais. Nesta medida, descreve o aparecimento da rede mundial de computadores. Trata da ordenação da figura do fotógrafo nos séculos XIX e XX, da importância da pose, do lugar do retrato fotográfico e da constituição da imagem de si e do outro por meio dessas imagens.
Aula 3 Centra-se nas relações entre memória e esquecimento entretecidas por meio destas imagens, seja na fotografia, nas compreensões de passado(s) delineadas pela cinematografia, seja na noção de arquivo presumido pela web em franca e ilimitada expansão. Aqui, se discute também as praticas de acervo de imagens digitalizadas por alguns museus.
Aula 4 Problematiza as relações das imagens indiciais e na web quanto à produção de temporalidades sociais recentes e eficazes, como on-line, ao vivo, virtual, que afetam os modos de compreensão de outras temporalidades, como o passado, o presente, o progresso, o para sempre, etc.. Neste sentido, cabe indagar a imersão cotidiana e contemporânea destas imagens e seus e funções, percebendo aí seus sentidos políticos.
Bibliografia: Anais do Museu Paulista. História e Cultura Material. v. 15, n. 2, 2007. Canclini, N. G., Culturas Híbridas, Edusp, 2000. Charney, L. & Schwartz, V. R., O cinema e a invenção da vida moderna. Cosac & Naify, 2001. Costa, F. C. Primeiro Cinema, Scritta, 1995. Dubois. P. O Ato Fotográfico, Papirus, 1991. Fabris, A, Fotografia. Edusp, 1998. Fabris, A. & Kern, M. L. B. (orgs.). Imagem e conhecimento. Edusp, 2006. Girardet, R., Mitos e mitologias políticas. Cia das letras, 1987. Haroche, C. A condição sensível. Contra Capa, 2008. Harvey, D., Condição Pós-Moderna, Loyola, 1992. Koselleck, R. Futuro Passado. Contraponto/Pucrj, 2006. Lejeune, P. O pacto autobiográfico. De Rousseau à Internet. UFMG, 2008. Mannoni, L. A grande arte da luz e da sombra, Ed. UNESP, 2003. Marson, I. & Naxara, M. (orgs.). Figurações do outro. Ed. UFU, 2008. Meneses, U. T. B. de, Fontes visuais, cultura visual, História visual. Balanço provisório, proposta cautelares. RBH, v. 23, n. 45, 2003 Revista www.studium.iar.unicamp.br Santos, L. G.. Politizar as novas tecnologias. Ed. 34, 2003. Sontag, S. Diante da dor dos outros. Cia da letras, 2003.
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Coordenadores:
Descrição: Utilizando textos traduzidos em português, das crônicas e narrativas do mundo antigo e medieval, pretendemos analisar a formação da imagem judaica no Ocidente Cristão. Utilizando de historiografia tradicional em contraponto com novas vertentes contrapor interpretações e comparar diversas historiografias. O trabalho será complementado com o uso de iconografia medieval, especialmente as relacionadas com a demonização dos judeus. Objetivamos analisar o imaginário do judeu, com as seguintes ênfases: a) auto imagem do judeu; b) a imagem moldada pela Cristandade ocidental; c) a demonização do judeu na cultura européia.
Bibliografia:
BORGER, H. Uma história do povo judeu. v. 1, S. Paulo: Sefer, 1999.
DUBNOW, S. História Judaica. Rio de Janeiro: S. Cohen, 1948.
FERNANDEZ, L. S. La expulsión de los judios de España. Madrid: Mapfre, 1992.
GOLDBERG, D. & RAYNER, J. Os judeus e o Judaísmo. Rio de Janeiro: Xenon, 1989.
FLANNERY, E. A angústia dos judeus. São Paulo: Ibrasa, 19--
GRAYZEL, S. História geral dos judeus (Biblioteca de Cultura judaica, v.7). Rio de Janeiro: Tradição, 1967.
POLIAKOV, L. De Cristo aos judeus da corte. São Paulo: Perspectiva, 1979.
_____________ De Maomé aos Marranos. São Paulo: Perspectiva, 1979.
RICHARDS, J. Sexo, desvio e danação: as minorias na Idade média. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993.
SALINERO, R. G. El antijudaísmo cristiano ocidental(siglos IV y V). Madrid: Trotta, 2000.
TRACHTENBERG, J. El Diablo y los judios: la concepción medieval del judio y su relación con el antisemitismo medieval. Buenos Aires: Paidós, 1965.
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Coordenadores:
Descrição: O objetivo deste mini-curso é analisar a trajetória dos “Beatles”, sobretudo a partir do álbum “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (lançado em junho de 1967), e suas influências no panorama musical do fim dos anos 1960 e inicio dos anos 1970. “Sgt. Pepper’s” tem sido considerado, pelos estudiosos da história do "rock’n’roll" da segunda metade do século XX, como uma espécie de “divisor de águas” não apenas na trajetória do grupo, como também no desenvolvimento da própria musica "pop" contemporânea. Criado numa época de grandes renovações estético-artísticas e de grandes mudanças comportamentais principalmente nas sociedades da Europa Ocidental e nos Estados Unidos, este álbum foi produto de um trabalho de mais de seis meses nos estúdios da Abbey Road, em Londres, no qual a banda procurou incorporar muitas inovações musicais e instrumentais às canções compostas, abrindo as portas para a experimentação no r"ock’n’roll" e na música "pop" em geral. Os “Beatles” deram seqüência ao seu trabalho experimental e pode-se dizer que o aprofundaram em alguns álbuns seguintes, como o “White Álbum” (1968) e “Abbey Road” (1969). A busca por harmonias mais sofisticadas e letras de maior profundidade poética propiciou aos “Beatles” um patamar de maior respeitabilidade diante da crítica musical especializada e esta passou a designar a produção da banda como “rock artístico” ou “rock experimental”, ou ainda, para não fugir ao clima do final dos anos 1960, como “rock psicodélico”. Na realidade, ao realizar diversos experimentos musicais, fundindo ritmos e sonoridades e utilizando-se de instrumentos não convencionais para uma banda de "rock’n’roll", os “Beatles” contribuíram para o surgimento de movimentos de renovação musical que, inclusive, ultrapassaram as fronteiras da música "pop" e abriram novas possibilidades para outros gêneros musicais, como o "progressive rock" (rock progressivo) e o "fusion jazz" (jazz de fusão). Programa: 1ª. Aula – A trajetória dos “Beatles”: da formação da banda à “beatlemania” (1960-1965). A) A sociedade britânica e a introdução do “rock’n’roll” no final dos anos 1950. B) Os primeiros tempos dos “Beatles”: das apresentações em Hamburgo à conquista da Grã-Bretanha. C) Os “Beatles” na vanguarda da “invasão britânica” aos Estados Unidos. D) O apogeu da “Beatlemania” e o fim das apresentações em público.
2ª. Aula – Preparando grandes mudanças (1965-1966). A) A insatisfação da banda com o assédio da “beatlemania”. B) A insatisfação da banda com a rotina e a precariedade sonora das apresentações em grandes estádios. C) Os primeiros experimentos musicais nos álbuns “Help” e “Rubber Soul”. D) O álbum “Revolver”: preparando ou já executando grandes mudanças?
3ª. Aula – O álbum “Sgt. Pepper’s” e a revolução musical no "verão do amor” de 1967. A) Contra-cultura, pacifismo e revolução comportamental em meados dos anos 1960: um novo contexto para a criação musical dos “Beatles”. B) O processo de gravação de “Sgt. Pepper’s”: novembro de 1966 a abril de 1967. C) Antecipando a revolução musical: o compacto de dezembro de 1966 com “Strawberry Fields Forever” e “Penny Lane”. D) O lançamento de “Sgt. Pepper’s” (junho de 1967), o seu impacto imediato nos meios de comunicação e o reconhecimento pela crítica musical especializada.
4ª. Aula – A continuidade da revolução musical dos “Beatles”: abrindo portas para novas tendências musicais (1967-1970). A) Continuando os experimentos musicais no “White Album” e “Abbey Road”. B) O panorama do “rock’n’roll” no final dos anos 1960, a especificidade dos “Beatles” e a maior respeitabilidade deste gênero musical. C) A influência dos “Beatles” na formação do “rock progressivo” ou “rock sinfônico”. D) A contribuição dos “Beatles” e do “rock’n’roll” para a emergência do “fusion jazz” (jazz de fusão).
Bibliografia: 1 - CHAPPLE, Steve e GAROFALO, Reebee – Rock & indústria: história e política da indústria musical. Lisboa, Editorial Caminho, 1989. 2 - DISTER, Alain – Les Beatles. Paris, Éditions Albin Michel, 1975. 3 - EVANS, Mike (Org.) – The Beatles: literary anthology. Londres, Plexus Publishing, 2004. 4 - FRIEDLANDER, Paul – Rock and roll: uma história social. Rio de Janeiro – São Paulo, Editora Record, 2002. 5 - KANE, Larry – Ticket to Ride. Inside the Beatles’ 1964 & 1965 tours that changed the world. Londres, Penguin Books, 2003. 6 - KOZZIN, Allan – The Beatles. Londres, Phaidon Press, 1995. 7 - MACDONALD, Ian – Revolution in the head. The Beatles’ records and the sixties. Londres, Pimlico, 1998. 8 - MARTIN, George & PEARSON, William – Paz, amor e Sgt. Pepper: os bastidores do disco mais importante dos Beatles. Tradução de Marcelo Frós. Rio de Janeiro, Relume Dumará, 1995. (Titulo original: Summer of love: the making of Sgt. Pepper. Londres, MacMillan, 1994). 9 - MUGGIATI, Roberto – Rock: o grito e o mito. A música como forma de comunicação e contracultura. Petrópolis. Editora Vozes, 1981. 10 - MUGGIATI, Roberto – A revolução dos Beatles. Rio de Janeiro, Ediouro, 1997. 11 - PALMER, Robert – Dancing in the street: a rock and roll history. Londres, BBc Books, 1996. 12 - SHIPTON, Paul – The Beatles. Londres, Pearson Education, 2000. 13 - SILVA, Luiz Antônio da (Org.) – Beatles por eles mesmos. São Paulo, Martin Clairet Editores, S/data. 14 - TAYLOR, Derek – It was twenty years ago today. Londres – Nova Yrok, Bantam Press, 1987. 15 - TRYNKA, Paul – The Beatles: ten years that shook the world. Londres, Mojo Magazine, 2004. 16 - ROYLANCE, Brian, QUANCE, Julian, CRASKE, Oliver e MISLIC, Roman (Orgs.) – The Beatles anthology. By the Beatles. São Francisco, Chronicle Books, 2000.
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Coordenadores:
Descrição: Tempo presente e cidades no Brasil contemporâneo. A estetização urbana: os arquitetos como os novos utopistas do Brasil da década de 1950. Modernização conservadora: do campo para a cidade. A cidade como fenômeno cultural no Brasi. Culturas urbanas: entre segregações e espaços públicos. Programa: 1. A cidade brasileira como arena de tensões socioculturais 1.1 Tempo presente e imaginário urbano no Brasil 1.2 Utopias urbanísticas: entre o libertário e o autoritário 2. Modernização e utopia 2.1 Desenhando um país 2.2 Controle do espaço, relações de poder e Estado 3. Cidade brasileira e democratização 3.1 Segregação social e espaço público 4. Cidades reinventadas no tempo presente 4.1 Cidades-mercadorias
Bibliografia: BIDOU-ZACHARIASEN, Catherine. De volta à cidade. SP: Annablume, 2006. BRESCIANI, Maria Stella (Org.). Palavras da cidade. Porto Alegre: UFRGS, 2001. CALDEIRA, Teresa Pires do Rio. Cidade de muros: crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo: Editora 34; EdUSP, 2000. CHOAY, Françoise. A regra e o modelo: sobre a teoria da arquitetura e do urbanismo. São Paulo: Perspectiva, 1985. FIGUEIREDO, Anna Cristina Moraes. “Liberdade é uma calça velha, azul e desbotada”: publicidade, cultura de consumo e comportamento político no Brasil (1954-1964). SP: Hucitec, 1998. HALL, Peter. Cidades do amanhã: uma história intelectual do planejamento e do projeto urbanos no século XX. São Paulo: Perspectiva, 1993. HISTÓRIA da vida privada no Brasil,4: contrastes da intimidade contemporânea. São Paulo: Cia das Letras, 1998. p. 245-318 HOLSTON, James. A cidade modernista: uma crítica de Brasília e sua utopia. São Paulo: Cia das Letras, 1993. LE CORBUSIER. Planejamento Urbano. São Paulo: Perspectiva, 1984. MAGNANI, José Guilherme C. e TORRES, Lílian de Lucca (orgs.) Na metrópole: textos de Antropologia urbana. SP: USP, 2000. MARTINS, José de Souza. O poder do atraso: ensaios de sociologia da história lenta. São Paulo: Hucitec, 1994. MORSE, Richard. As cidade “periféricas” como arenas culturais: Rússia, Áustria, América Latina. In Estudos Históricos, v. 16, jul-dez/1995. ORLANDI, Eni P. Cidade atravessada: os sentidos públicos no espaço urbano. Campinas: Pontes, 2001. RAMA, Angel. A cidade das letras. São Paulo: Brasiliense, 1985. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 27, n°. 53, jun/2007. SENNETT, Richard. La conciencia del ojo. Barcelona: Versal, 1991. SERPA, Ângelo. O espaço público na cidade contemporânea. São Paulo: Contexto, 2007. VALLADARES, Lícia do P. A invenção da favela. RJ: FGV, 2005. VELHO, Gilberto. A utopia urbana: um estudo de antropologia social. Rio de Janeiro: Zahar, 1973. ZALUAR, Alba; ALVITO, Marcos. Um século de favela. RJ: FGV, 2003.
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Coordenadores:
Descrição: O curso se propõe a problematizar as relações entre Ensino e Patrimônio Histórico, considerando projetos enquanto construções históricas e a necessidade de afirmar hegemonias, que, no caso do Patrimônio Histórico, evocam interesses de grupos sociais dominantes, a luta de classes deve ser considerada quando se pensa em interesses divergentes. Compreender o processo ativo de produção de memória e do esquecimento históricos. Propomo-nos a pensar como o Ensino de História pode referendar e se posicionar a favor de interesses dominantes, evocando uma memória que consagra estes interesses políticos. Por outro lado, o ensino pode, também, refletir sobre uma história a contrapelo que evoca o direito à História e à Memória de grupos silenciados ao longo do processo histórico. Para tanto, abordaremos concepções de histórias e de patrimônio diferenciadas, que revelam tensões, disputas entre vários grupos sociais e polêmicas entre estudiosos dos temas. Programa: 1ª aula: Patrimônio, Histórias, Memórias Apresentação do programa do mini-curso, das professoras responsáveis; bem como, levantamento de expectativas dos alunos inscritos. Leitura e discussão dos textos: FENELON, Déa Ribeiro (Org.). Muitas memórias, outras histórias. São Paulo, Olho D’Água, 2004. (Introdução). PAOLI, Maria Célia. “Memória, História e cidadania: o direito ao passado”. In: O Direito à memória. Patrimônio Histórico e Cidadania. Departamento do Patrimônio Histórico/SMC, São Paulo: Departamento do Patrimônio Histórico, 1992. 2ª aula: Cidade, Nação e Memória Leitura e discussão dos textos: ARANTES, Antonio Augusto. “A guerra dos lugares”. In: Paisagens paulistanas: transformações do espaço público. São Paulo: Imprensa Oficial, 2000. CUNHA, Maria Clementina Pereira. “Nação: um lugar comum”. In: Pátria Amada Esquartejada. Secretaria Municipal de Cultura. São Paulo, Departamento do Patrimônio Histórico, 1992. (Série Registros nº15) Análise de documentos: Pátria Amada Esquartejada. Secretaria Municipal de Cultura. São Paulo, Departamento do Patrimônio Histórico, 1992. (Vídeo) 3ª aula: Ensino e Patrimônio Histórico LARA, Silvia H. História, Memória e Museu. In: Revista do Arquivo Municipal. São Paulo, Departamento do Patrimônio Histórico, 200, 1991. SILVA, Marcos e FONSECA, Selva Guimarães. Ensinar história no século XXI: em busca do tempo entendido. Campinas, São Paulo, Papirus, 2007. RAMOS, Francisco Régis Lopes. “Museu, ensino de história e sociedade”. In: Revista Trajetos. Fortaleza: Departamento de História da UFC, vol. 1, nº 1, 2001. Análise de documentos: Saudosa Maloca. Adoniran Barbosa
Bibliografia: ABUD, K. M. O conhecimento histórico e o ensino de história: a produção do conhecimento histórico escolar. Encontros com a História. nº 2 (Sujeito na História: prática e representações). Bauru: EDUSC; São Paulo: ANPUH, 2001. BRITES, Olga. O público e o privado: propriedade e interesse cultural. In: O Direito à Memória: patrimônio histórico e cidadania. São Paulo, DPH, 1992. CABRINI, Conceição e outras. Ensino de História: revisão urgente. Ed. rev. e ampl., São Paulo: Educ, 2000. CHOAY, Françoise. A alegoria do patrimônio. São Paulo: Unesp, 2001. FENELON, Déa Ribeiro (Org.). Muitas memórias, outras histórias. São Paulo, Olho D’Água, 2004. LARA, Silvia H. História, Memória e Museu. In: Revista do Arquivo Municipal. São Paulo, DPH, nº200, 1991. O Direito à memória. Patrimônio Histórico e Cidadania. Departamento do Patrimônio Histórico/SMC, São Paulo: Departamento do Patrimônio Histórico, 1992. (Textos Selecionados). Pátria Amada Esquartejada. Secretaria Municipal de Cultura. São Paulo, Departamento do Patrimônio Histórico, 1992. (Vídeo) PEREIRA, Mirna Busse. “O direito à cultura como cidadania cultural”. In: Projeto História, São Paulo, PUC/SP, nº33, 2006. RODRIGUES, Marli. Imagens do passado. A instituição do patrimônio em São Paulo – 1969-1987. São Paulo: Unesp, 2000. SILVA, Zélia Lopes da (Org.). Arquivos, Patrimônio e Memória. Trajetórias e Perspectivas. São Paulo: Unesp/Fapesp, 1999. RAMOS, Francisco Régis Lopes. “Museu, ensino de história e sociedade”. In: Revista Trajetos. Fortaleza: Departamento de História da UFC, vol. 1, nº 1, 2001. SCHMIDT, M. A. “A formação do professor de História e o cotidiano da sala de aula”. In: BITTENCOURT, C. (org.). O saber histórico em sala de aula. São Paulo: Contexto, 1997. SILVA, Marcos A. História: o prazer em ensino e pesquisa. São Paulo, Brasiliense, 2003. SILVA, Marcos e FONSECA, Selva Guimarães. Ensinar história no século XXI: em busca do tempo entendido. Campinas, São Paulo, Papirus, 2007.
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Descrição: Gênero e ética na História. As representações de gênero na sociedade brasileira: o modelo patriarcal de família e suas conseqüências para as relações de gênero, especialmente no que se refere à violência doméstica e/ou sexual. O feminismo e o conceito de Direitos Humanos das Mulheres. Políticas Públicas e violência de gênero: as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher e a Lei Maria da Penha. A “ética policial” e as práticas de atendimento às mulheres vítimas de violência. Programa: Primeiro Dia (1:30 h – Maria Beatriz) 1. História, ética e gênero. 2. Patriarcalismo e relações de gênero no Brasil. Segundo Dia (1:30h- Maria Beatriz) 4. Gênero e Violência. 5. O ciclo da Violência Doméstica Terceiro Dia (1:30h – Lana) 3. O Feminismo e as políticas de gênero no Brasil 4. Os Direitos Humanos e os Direitos Humanos das Mulheres. Quarto Dia (1:30 – Lana) 5. Violência e Políticas Públicas de Gênero: As Delegacias Especializadas e a Lei Maria da Penha. 6. A “ética policial” e o atendimento às mulheres vítimas de violência. (1h – Lana)
Bibliografia: • BARSTED, L. e HERMANN, J (org. ) - As mulheres e os Direitos Humanos, Rio de Janeiro: CEPIA, 2001. • BRANDÃO, Elaine - “Violência conjugal e o recurso feminino à polícia” in: BRUSCHINI, Cristina e HOLLANDA, Heloísa B. de – Horizontes plurais. novos estudos de Gênero no Brasil. SP;FCC/SP:Ed.34, 1998. • CERQUEIRA, Carlos Magno Nazareth - Polícia e Gênero. Rio de Janeiro:Freitas Bastos, 2001. • DINIZ, Débora - Antropologia e os limites dos direitos humanos: o dilema moral de TASHI. In: KANT de LIMA, Roberto e NOVAES, Regina (orgs) - Antropologia e Direitos Humanos. Rio de Janeiro: EdUFF, 2001. • HOLLANDA, Cristina Buarque - Polícia e Direitos Humanos: política de segurança pública no primeiro governo Brizola (Rio de Janeiro: 1983 – 1986). Rio de Janeiro: Revan, 2005. • KANT DE LIMA, Roberto - A Polícia da Cidade do Rio de Janeiro. Seus Dilemas e Paradoxos. Rio de Janeiro: Forense, 1995. • LIMA, Lana Lage da Gama - “Penitentes e solicitantes: gênero, etnia e poder no Brasil colonial” in: SILVA, Gilvan Ventura; NADER, Maria Beatriz e FRANCO, Sebastião Pimentel (orgs). Memória, Mulher e Poder, Vitória: EDUFES, 2006. • ______________________ - As Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher no Rio de Janeiro: uma análise de suas práticas de administração de conflitos” in NADER, Maria Beatriz e LIMA, Lana Lage da Gama - Família, Mulher e Violência, Vitória, EDUFES, 2007. • NADER, Maria Beatriz. Mulher: do destino biológico ao destino social. 2. ed. Vitória: EDUFES, 2001. • ___________________ - “A condição masculina na sociedade”. Dimensões – Revista de História da UFES. Vitória: UFES/CCHN, nº 14. • ___________________ et alii - As identidades no tempo: ensaio de gênero, etnia e religião. Vitória: Edufes, 2006. • ___________________ - “Violência sutil contra a mulher: manifestações históricas” in NADER, Maria Beatriz & LIMA, Lana Lage da Gama. Família, Mulher e violência (orgs.) Vitória: PPGHis, 2007. (Coleção Rumos da História)
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Descrição: O curso será dividido em três momentos. Primeiramente, a partir da discussão de romantismo revolucionário de Michel Löwy, pretendemos refletir sobre os movimentos culturais como resistência não sistematizada. Em um segundo momento, rediscutiremos o legado da memória sobre a Ditadura Militar utilizando o conceito de “lugares da memória” trabalhado pelo historiador Pierre Nora. Como finalização, proporemos uma análise das características específicas do processo de disputa pelo capital simbólico dessa produção de memória. Programa: Primeira Aula - Debate sobre o conceito de romantismo revolucionário trabalhado por Michael Löwy e Robert Sayre e aplicado por Marcelo Ridenti em sua análise sobre os movimentos culturais da década de 1960. - A influência do contexto político-social da repressão civil-militar na dinâmica criativa e revolucionária da diversidade das ações dos movimentos culturais; Segunda Aula - Análise de elementos encontrados no chamado tempo presente e que impulsionam uma rediscussão de percepções do passado, a partir do conceito de lugares da memória. (NORA, P.). - Reflexão sobre a trilogia lembrar-narrar-compartilhar e sobre as diferenças entre os esquecimentos propositais e esquecimentos traumáticos. - Apresentação das dicotomias que perpassam as narrativas da memória, discutindo então, o legado de memória sobre a Ditadura Militar, particularmente a revisão da lei da Anistia de 1979. Terceira Aula - Os princípios da socialização da cultura brasileira e a sua reutilização pela política da Ditadura. - A utilização do romantismo revolucionário permeado na memória coletiva, através da análise das percepções no tempo presente do sentimento deste passado. - Análise de diferentes narrativas orais que revisitam os mitos das vanguardas e produção cinematográfica sobre o período.
Bibliografia: ALVES, Maria Helena Moreira. Estado e Oposição no Brasil (1964-1984). 5a. ed. Petrópolis: Vozes, 1989. BOBBIO, Norberto. A Era dos Direitos. Rio de Janeiro: Campus, 1992. BOURDIEU, Pierre. O Poder Simbólico. Lisboa: Difel, 1989. ______. (2001), "Campo de poder, campo intelectual e 'habitus' de classe". In: ______. A economia das trocas simbólicas. São Paulo, Perspectiva. CHAUÍ, Marilena. Conformismo e resistência. 2a ed. São Paulo: Brasiliense, 1987. DIETRICH, A. M, Memória dos algozes na Contemporaneidade. São Paulo, Anais da Anpuh/ SP, 2008. FICO, Carlos. Como eles agiam. Os subterrâneos da Ditadura Militar: espionagem e polícia política. Rio de Janeiro: Record, 2001. FURLANETTO, Patricia G. et.al. Que País nos deixaram de herança? In: Caetano E.P. Araujo; Ferreira Gullar. (Org.). Crise na Educação e o Governo Lula. Brasília: Fundação Astrojildo Pereira, 2004, v. 9, p. 64-69. ___________________. A Herança do Golpe Militar de 1964. Revista Sem Terra, São Paulo, v. 23, n. març/abril, p. 40-50, 2004. GIDDENS, A., As conseqüências da modernidade. São Paulo: UNESP, 2001. LEVI, Primo. É isto um homem? Rio de Janeiro: Rocco, 1988. LÖWY, M. e SAYRE, R. Revolta e melancolia: o romantismo na contramão da modernidade. Petrópolis: Vozes, 1995. MICELI, Sergio. (1994), "O papel político dos meios de comunicação de massa". In: SOSNOWSKI, Saul & SCHWARZ, Jorge (orgs.). Brasil: o trânsito da memória. São Paulo, Edusp. NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática dos lugares. In: Projeto História. São Paulo, nº 10, p. 7-28, dez. 1993. ORTIZ, Renato. A moderna tradição brasileira: cultura brasileira e indústria cultural. São Paulo, Brasiliense, 1988. POLLACK, M. Memória, Esquecimento, Silêncio. Disponível em: http://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/43.pdf PORTO Jr. (org). História do Tempo Presente. Bauru: Edusc, 2007. REIS, Daniel Aarão; RIDENTI, Marcelo & MOTTA, Rodrigo Patto Sá (orgs.). O Golpe e a Ditadura Militar, 40 anos depois.
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Descrição: Hieróglifos, em grego, significa “escrita sagrada”. Foi a primeira de quatro escritas, inventadas pelos antigos egípcios, em cerca de 3.000 a.C. Ela começou a ser abandonada ao longo da conquista romana do Egito, a partir de 31 a.C. Sua última inscrição data do século IV d.C. A decifração dos hieróglifos e a compreensão de suas imagens, que representam figuras da natureza e do cotidiano foi um feito de François Champollion em 1822, que deu início à Egiptologia. O objetivo do curso é apontar a importância e os usos possíveis desta escrita para despertar o interesse e o conhecimento da História do Antigo Egito. Programa: Conteúdos I - O que são os hieróglifos. Origens míticas.O ‘alfabeto’ dos hieróglifos. Apagamento e esquecimento dos seus significados. II – Os 4 tipos de escritas dos antigos Egípcios e o seu papel na decifração da escrita, em 1822. A participação de sábios antigos e contemporâneos ao longo desse processo. III – Princípios e características básicas dos hieróglifos: dupla significação das imagens,transposição honorífica e suas relações com o contexto sócio econômico e político de criação. IV - Os egípcios antigos por eles mesmos: vocabulários do cotidiano e em textos da etno-literatura sapiencial e religiosa. Presença desses símbolos no cotidiano da modernidade. (Oficina) Metodologia Exposição dialogada. Uso do ‘power point”.Análise de textos.
Bibliografia: ALLEN, J. Middle Egyptian.Cambridge: University Press, 2000. BAKOS, M.M. O que são os hieróglifos. São Paulo, Ed. Brasiliense, 1996. ................... Fatos e mitos do antigo Egito. Porto Alegre, EDIPUC, 1996. ...................& BARRIOS. O povo da esfinge. Porto Alegre, Ed. da UFRGS, 1999. CARDOSO, C. F. Escrita, sistema canônico e literatura no antigo Egito. In.: BAKOS, M.M, & POZZER, K.M.(orgs) III Jornada de Estudos do Oriente Antigo: línguas, escritas e imaginários. Coleção História 20, Porto Alegre, 1998. FAULKNER, R. Middle Egyptian, Oxford, Griffith Institute, 1988. GARDINER, A. Egyptian Grammar, Oxford, Griffith Institute, 1982.
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Coordenadores:
Descrição: Estudar a História do continente africano com ênfase na África Pós-Colonial. Serão analisados o processo de descolonização, a formação dos novos Estados Africanos e sua inserção internacional, tanto no período da Guerra Fria quanto no Pós-Guerra Fria. Assim, o mini-curso contemplará processos políticos e econômicos relacionados às crises africanas, às tentativas de resolução dessas crises e aos processos de integração regional em andamento. Programa: 1. A descolonização africana: fatores internos; 2. O contexto internacional da descolonização africana; 3. África Pós-Colonial: criação e desenvolvimento dos Estados Africanos – panorama geral; 4. A África no Pós-Guerra Fria: conflitos, busca pela estabilidade e integração regional.
Bibliografia: ALI, Taisier M. & MATTHEWS, Robert O. Civil wars in Africa – roots and resolution. Montreal: McGill-Queen’s University Press, 1999. ALVES, José Augusto Lindgren. Relações internacionais e temas sociais – a década das conferências. Brasília: IBRI, 2001. CANEDO, Letícia Bicalho. A descolonização da África e Ásia: transformações sociais nas colônias – os movimentos de libertação. São Paulo: Atual; Campinas: Editora UNICAMP, 1986. CASTELLS, Manuel. Fim de milênio. São Paulo: Paz e Terra, 1999. CHALIAND, Gérard. A Luta pela África: a estratégia das potências. São Paulo: Brasiliense, 1982. CORREIA, Pezarat. Descolonização de Angola – A jóia da coroa do Império Português. Lisboa: Editorial Inquérito, 1991. GOUREVITCH, Philip. Gostaríamos de informá-lo de que amanhã seremos mortos com nossas famílias – Histórias de Ruanda. São Paulo: Cia das Letras, 2000. IHONVBERE, Julius O. Africa and the new world order. New York: Peter Lang Publishing, 2000. JONGE, Klaas de. África do Sul: apartheid e resistência. São Paulo: Cortez/EBOH, 1991. LAREMONT, Ricardo René. The causes of war and the consequences of peacekeeping in Africa. Portsmouth: Heinemann, 2002. MILLS, Greg; STREMLAU, John. The privatisation of security in Africa. Johannesburg: The South African Institute of International Affairs, 1999. PANTOJA, Selma (org.). Entre Áfricas e Brasis. Brasília: Paralelo 15; São Paulo: Marco Zero, 2001. RIVERO, Oswaldo de. O mito do desenvolvimento – os países inviáveis no século XXI. Petrópolis: Vozes, 2002. SANTIAGO, Theo (org.). Descolonização. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1977. SARAIVA, José Flávio Sombra. Formação da África contemporânea. São Paulo: Atual; Campinas: Editora da UNICAMP, 1991. ____________. O lugar da África. A dimensão Atlantica da Política Externa Brasileira. Brasília: EdUNB, 1998.
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Coordenadores:
Descrição: O curso tem como objetivo principal expor os participantes a problemas de teoria e método no campo da história do pensamento político. Inicialmente será investigado o processo de ressurgimento, nas últimas décadas, do interesse em história intelectual, após um período em que esta subdisciplina sobreviveu modestamente à sombra da história social. Em seguida, serão consideradas três abordagens recentes no âmbito da história do pensamento político, representativas das tradições inglesa, alemã e francesa. A abordagem proveniente da cultura anglófona será examinada a partir da contribuição da chamada “escola de Cambridge”, representada por autores como Quentin Skinner, John Pocock, John Dunn, e outros. A abordagem de origem alemã está associada à perspectiva da “história dos conceitos” (Begriffsgeschichte) e será examinada a partir da contribuição de Reinhart Koselleck e seus seguidores. A abordagem francófona será exemplificada pelo tipo de “história conceitual do político” que vem sendo elaborado e praticado nos trabalhos do historiador e cientista social Pierre Rosanvallon. Programa: 1ª. Seção: Apresentação do programa; o campo da história das idéias; história intelectual e história social; história intelectual e teoria da história; história intelectual e hermenêutica; a história intelectual e a “virada lingüística”; história do pensamento político como história intelectual. 2ª. Seção: O Contextualismo lingüístico e a escola de Cambridge; o “linguistic turn” e surgimento do contextualismo lingüístico nos anos 1960; as contribuições metodológicas de Quentin Skinner e John Pocock; as críticas ao contextualismo lingüístico; da história do pensamento político à teoria política normativa: o caso do “republicanismo” da escola de Cambridge. 3ª. Seção: A história dos conceitos (Begriffsgeschichte); Otto Brunner; Werner Conze e Reinhart Koselleck e o projeto do dicionário dos conceitos sociais e políticos fundamentais; a contribuição específica de Koselleck para a história dos conceitos: temporalização, contingência e mudança conceitual; a recepção da história dos conceitos fora do contexto germânico: exemplos dos EUA e do Brasil. 4ª. Seção: A história conceitual do político; Claude Lefort e a categoria do “político”; François Furet, liberalismo e revolução; Pierre Rosanvallon e a história conceitual do político; a história conceitual do político como confluência de distintos campos disciplinares; a prática da história conceitual do político: a história da democracia em Rosanvallon. Considerações finais.
Bibliografia: FERES JR., João. De Cambridge para o mundo, historicamente: revendo a contribuição metodológica de Quentin Skinner. Dados – Revista de Ciências Sociais, vol. 48, n. 3, pp. 655-680, 2005. Link: http://www.scielo.br/pdf/dados/v48n3/a07v48n3.pdf JASMIN, Marcelo. & FERES JR., João. (Orgs.) História dos Conceitos:debates e perspectivas. Rio de Janeiro: PUC/Loyola, 2006. JASMIN, Marcelo. História dos conceitos e teoria social e política: referências preliminares. Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol. 20, n. 57, pp. 27-38, 2005. Link: http://www.scielo.br/pdf/rbcsoc/v20n57/a02v2057.pdf KOSELLECK, Reinhart. Futuro Passado. Rio de Janeiro: Contraponto, 2006. KOSELLECK, Reinhart. História dos conceitos: problemas teóricos e práticos. Estudos Históricos, vol. 5, n. 10, 1992. Link: http://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/101.pdf POCOCK, John. Linguagens do ideário político. São Paulo: EDUSP, 2003. ROSANVALLON, Pierre. La historia de la palabra "democracia" en la época moderna. Estudios Políticos, No. 28. Instituto de Estudios Políticos: Colombia. Enero - Junio. 2006. LinK: http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/colombia/iep/28/01%20rasanvallon.pdf ROSANVALLON, Pierre. Por uma história conceitual do político (nota de trabalho). Revista Brasileira de História, vol. 15, n. 30, 1995. SILVA, Ricardo. Convenções, intenções e ação lingüística na história da teoria política: Quentin Skinner e o debate metodológico contemporâneo. Trabalho apresentado no V Encontro da Associação Brasileira de Ciência Política. Belo Horizonte, 2008. Link: http://200.186.31.123/ABCP/cadastro/atividade/arquivos/21_7_2006_16_34_52.pdf SKINNER, Quentin. Visões da Política: sobre os métodos históricos. Algés: Difel, 2005. TUCK, Richard. História do pensamento político. in: BURKE, Peter. (org.). A escrita da história: novas perspectivas. São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1992.
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Coordenadores:
Descrição: Os grupos nativos foram imprescindíveis, em diversas conjunturas, no processo de formação e manutenção da sociedade colonial. Apesar disto, a sua presença ainda não foi devidamente dimensionada na historiografia sobre a América portuguesa. Com raras exceções, até pouco tempo prevaleceram interpretações que circunscreviam a presença dos índios aos primeiros contatos e, à proporção que os núcleos coloniais se consolidavam, eles desapareciam vitimados por guerras, epidemias, excesso de trabalho e miscigenação com outros grupos sociais. Nas últimas décadas, contudo, novos instrumentais conceituais, associados a criteriosas pesquisas empíricas, possibilitaram outra visão dos contatos e seus desdobramentos, cuja tônica deixou de ser a extinção física e cultural dos índios, até então tomada como linear e inexorável. Baseados em novas concepções de cultura, identidade e formação dos grupos étnicos (etnogênese), os pesquisadores têm buscado compreender os grupos nativos em sua dinamicidade, onde o seu surgimento e manutenção estão intrinsecamente vinculados às diferentes formas pelas quais, ao longo do tempo, eles interagiam com os distintos segmentos e interesses presentes na sociedade colonial. O mini-curso visa oferecer aos interessados na história indígena uma aproximação ao aparato conceitual empregado pelos estudos recentes. Pretende-se assim evitar, como advertiu Gerald Sider, que a mesma seja apresentada como uma mera história das etnias, em detrimento de ser concebida como as operações a partir das quais os índios percebiam os processos em que estavam envolvidos e agiam enquanto sujeitos históricos também participantes da formação e reprodução da sociedade colonial. Nesse sentido, busca apresentar o conhecimento mínimo sobre o tema e o instrumental conceitual necessários tanto para a abordagem da história indígena nas salas de aula quanto para futuras pesquisas acadêmicas. Programa: 1 – Questões teórico-metodológicas: 1.1: origens da etno-história 1.2: relação entre a história e a antropologia 1.3: instrumental conceitual recente: noções de cultura, identidade e etnogênese 2 – Políticas indigenistas e políticas indígenas: 2.1: relações entre a legislação indigenista e as necessidades coloniais 2.2: seu papel no surgimento de categorias que classificavam os diferentes grupos indígenas 2.3: definição e consolidação dos índios amigos e inimigos 2.4: influência da legislação nas estratégias desenvolvidas pelos nativos em suas interações com a sociedade envolvente. 3 – Discussões historiográficas: 3.1: a exclusão dos índios da história: origens e difusão 3.2: mudanças conceituais e seus desdobramentos na produção historiográfica recente 3.3: apresentação dos trabalhos-chave para o desenvolvimento da história indígena no Brasil 3.4: diferenças regionais na abordagem da temática 3.5: lacunas e possibilidades de desenvolvimento de pesquisas 4 – Fontes primárias: 4.1: limites e possibilidades da pesquisa sobre os índios na documentação 4.2: tipos de fontes e diversidade das informações 4.3: potencialidades de pesquisa nas fontes primárias a partir do instrumental teórico, da bibliografia e das questões tratadas nos encontros anteriores
Bibliografia: ALMEIDA, Maria R. C. de. Metamorfoses indígenas. RJ: Arquivo Nacional, 2003. CARVALHO JÚNIOR, Almir D. de. Índios cristãos. Tese de doutorado, Unicamp, 2005. CUNHA, Manuela C. da. História dos índios no Brasil. SP: Companhia das Letras, 1992. DOMINGUES, Ângela. Quando os índios eram vassalos. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 2000. FARAGE, Nádia. As muralhas dos sertões. RJ: Paz e Terra; ANPOCS, 1991. GARCIA, Elisa F.. As diversas formas de ser índio. RJ: Arquivo Nacional. (no prelo) METCALF, Alida C. Go-betweens and the colonization of Brazil, 1500-1600. Austin: University of Texas Press, 2005. MONTEIRO, John M.. Negros da terra. SP: Companhia das Letras, 1994. __________________. Guia de fontes para a história indígena e do indigenismo em arquivos brasileiros. SP: NHII/USP-FAPESP, 1994. __________________. Tupis, tapuias e historiadores. Tese de livre docência, Unicamp, 2001. OLIVEIRA, João P. de. "Uma etnologia dos ‘índios misturados’". In: ___ (org.). A viagem da volta. RJ: Contra Capa Livraria, 1999. RESENDE, Maria L. C. de. Gentios brasílicos. Tese de doutorado, Unicamp, 2003. Revista Tempo, vol.12, n.23, jul-dez. 2007 (Dossiê "Os índios na História: abordagens interdisciplinares") SAMPAIO, Patrícia M. M.. Espelhos partidos. Tese de doutorado, UFF, 2001. SCHWARTZ, Stuart. Segredos internos. SP: Companhia das Letras, 1998. ________________ & SALOMON, Frank. "New peoples and new kind of people". In: ___ (org.). The Cambridge history of the native peoples of the Americas. Cambridge New York: Cambridge University Press, 1999. SIDER, Gerald. "Identity as history". Identities Global Studies in Culture and Power, New Hampshire, v. 1, no 1, 1994. SILVA, Aracy L. da & GRUPIONI, Luís D. B. (orgs.). A temática indígena na escola. SP: Global; Brasília: MEC, 2000. 3ª. ed. VAINFAS, Ronaldo. A heresia dos índios. SP: Companhia das Letras, 1995.
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Coordenadores:
Descrição: Estudo de imagens produzidas no Brasil durante a primeira metade do s. XIX, dando ênfase à análise das fontes e referências de seus autores e à sua significação no interior da cultura visual e histórica brasileira do período. Considerando que grande parte da produção imagética referente ao Brasil oitocentista foi realizada por estrangeiros e destinada, em primeira instância, ao público europeu, pretende-se apontar algumas particularidades relativas à sua execução (modelos, referências, intenções), que apontam para a necessária relativização de seu caráter documental e de sua alegada fidelidade à realidade natural e social brasileira. Em muitos casos, percebe-se que a inspiração local está modulada por referências e modelos artísticos e iconográficos de longa tradição na história da arte e das imagens, espelhando procedimentos recorrentes na produção de imagens contemporânea. Ao mesmo tempo, pretende-se discutir o lugar desta produção no interior de uma cultura visual brasileira em formação, que se define pela incorporação de modelos que possam colaborar na construção de uma imagem do Brasil em processo de independência e autonomia política. Nesse sentido, serão recuperados, além das imagens, textos da literatura de viagem do período e outros que possam indicar noções próprias aos autores das imagens e que permitam compreender a produção imagética em questão num quadro de relações transculturais, em que os conceitos de Ética e História apresentam-se como noções constituintes de uma prática de contato e elaboração da alteridade. A fim de tratar as questões acima indicadas, foram selecionadas imagens de alguns conjuntos iconográficos constituídos e/ou publicados no período: a obra dos viajantes bávaros Spix e Martius, dos artistas J. B. Debret e J. M. Rugendas e os desenhos e pinturas do pintor austríaco Thomas Ender. Tal recorte metodológico pretende viabilizar a análise simultânea de aspectos históricos e artísticos relacionados às imagens. Programa: 1ª aula – Iconografia de viajantes: refinando conceitos e apontando cuidados.(discutir os conceitos “iconografia de viajantes” e “artistas-viajantes”, para precisar o objeto do mini-curso; situar histórica e artisticamente a produção imagética do Brasil na primeira metade do séc. XIX; abordar a relação entre arte e ciência no período, em sua conexão com a iconografia de viajantes; refletir sobre o lugar do debate em torno de História e Ética nesta iconografia). 2ª aula – A Viagem ao Brasil de Spix e Martius e os registros de Thomas Ender: olhares diversos de uma mesma “missão”. (contextualizar historicamente a presença destes viajantes no Brasil; analisar, do ponto de vista histórico-político e artístico, as referidas imagens; refletir sobre as alterações feitas nas imagens, em períodos posteriores à sua realização). 3ª aula – As Viagens de Rugendas e Debret: narrativas pitorescas e histórico-alegóricas. (analisar a produção dos dois artistas relativa ao Brasil, bem como a sistematização de suas narrativas nos livros por eles publicados). 4ª aula – As Viagens de Rugendas e Debret: narrativas pitorescas e histórico-alegóricas. (cont.)
Bibliografia: ALEGRE, Maria Sylvia Porto Alegre. Reflexões sobre iconografia etnográfica: por uma hermenêutica visual, in: Desafios da imagem: fotografia, iconografia e vídeo nas ciências sociais/Bela Feldman-Bianco, Miriam L. Moreira Leite (orgs.). Campinas, SP: Papirus, 1998. BELLUZZO, Ana Maria de Moraes. O Brasil dos Viajantes. 3 vols, São Paulo/Salvador: Metalivros/Fundação Emilio Odebrecht, 1994. DEBRET, Jean-Baptiste. Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil. 3 vols. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1989. DIENER, Pablo e COSTA, Maria de Fátima. Rugendas e o Brasil. São Paulo: Editora Capivara Ltda, 2002. GERBI, Antonello. O Novo Mundo. História de uma polêmica (1750-1900). São Paulo: Companhia das Letras, 1990. LIMA, Valéria. J.-B. Debret, historiador e pintor: a Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil (1816-1839).Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2007. LISBOA, Karen Macknow. A Nova Atlântida de Spix e Martius: natureza e civilização na Viagem pelo Brasil (1817-1820). São Paulo: Editora Hucitec,FAPESP, 1997. MARTINS, Luciana de Lima. O Rio de Janeiro dos viajantes. O olhar britânico (1800-1850). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001. POHL, J. E. Viagem no interior do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1976. PRATT, Mary Louise. Os Olhos do Império. Relatos de Viagem e Transculturação. Bauru: EDUSC, 1999. RUGENDAS, Johann Moritz. Viagem Pitoresca através do Brasil. São Paulo: Livraria Martins Editora; Brasília: INL, 1976. SLENES, Robert A. W. “As Provações de um Abraão Africano: a Nascente Nação Brasileira na Viagem Alegórica de Johann Moritz Rugendas”, Revista de História da Arte e Arqueologia (IFCH - UNICAMP), n. 2 (1995/96), pp. 271-294. SOUZA, Iara Lis Carvalho. Pátria Coroada. O Brasil como corpo político autônomo 1780-1831. São Paulo: Fundação Editora da Unesp, 1999. SPIX, Johann Baptist von e Carl Friedrich Philip MARTIUS. Viagem pelo Brasil (1817-1820). 3 vols. 4ª ed. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1981.
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Descrição: Discussão sobre as interfaces entre História, Cultura e Política; Relação entre elites, poderes centrais e poderes locais na expansão do Império Português; Cultura, política e ética: burocracia e elites no Império. Festas e Cerimônias Públicas. Éticas Coloniais. Programa: História,Cultura e Política: Interfaces possíveis; O Estado Português e a Expansão do Império: A Burocracia; Elites e Relações entre poderes locais e poderes centrais. A Cultura Política na América Portuguesa: Festas e Cerimônias; Éticas Coloniais
Bibliografia: BICALHO, Maria Fernanda; FERLINI, Vera Lucia. Modos de Governar – Idéias e Práticas Políticas no Império Português. São Paulo: Alameda. 2005. FERLINI, Vera Lúcia Amaral. Terra, Trabalho e Poder – o Mundo dos Engenhos no Nordeste Colonial. São Paulo: Edusc. 2003. FRAGOSO, João; BICALHO, Maria Fernanda; GOUVÊA, Maria de Fátima (orgs). O Antigo Regime nos Trópicos: A dinâmica Imperial Portuguesa (séculos XVI-XVIII). Rio de Janeiro, Civilização Brasileira. 2001. FRANÇA, Eduardo D’Oliveira. Portugal na Época da Restauração. São Paulo, Hucitec. 1997. MARAVALL, José Antônio. A Cultura do Barroco. São Paulo: Edusp/Imprensa Oficial. 1996. MATTOSO, José; Hespanha, António. História de Portugal: O Antigo Regime. Vol. 4. Lisboa, Estampa. ORDENANÇÕES Filipinas. Lisboa: Calouste Gulbenkian. 1985. 03 vols. SCHWARTZ, Stuart. Burocracia e Sociedade no Brasil Colonial - A Suprema Corte da Bahia e Seus Juízes 1609-1751. São Paulo; Perspectiva. 1979. SILVA, Kalina Vanderlei. O Miserável Soldo & a Boa Ordem da Sociedade Colonial – Militarização e Marginalidade na Capitania de Pernambuco, séc. XVII e XVIII. Recife: FFCR. 2001. SOIHET, Rachel et al. Cultura Política e Leituras do Passado. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira. 2007. SOUZA, George Cabral. Elite y Ejercício del Poder en el Brasil Colonial: La Cámara Municipal de Recife (1710-1822). Tese de Doutorado. Universidade de Salamanca. 2007. SOUZA, Laura de Mello. O Sol e a Sombra – política e administração na América Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras. 2006.
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Coordenadores:
Descrição: Este mini-curso propõe analisar revistas populares de História brasileiras e européias e discutir sua utilização nas aulas de História do Ensino Fundamental, Médio e Superior. Os participantes do curso tomarão contato com os principais conceitos utilizados para analisar essas revistas, com diversos exemplos de revistas brasileiras e européias, com o processo de produção dessas revistas e com exemplos de utilização desse material em sala de aula. Os participantes terão ainda a oportunidade de elaborar planos de aula usando revistas populares de História. Programa: Sessão 1 (1h30):- Revistas populares como objeto da Didática da História; Conceitos básicos para análise de revistas históricas: grande público, mediação, vulgarização, disseminação, cultura histórica, Verbalhornung; Comparação de revistas populares de História brasileiras, alemãs e francesas. Luciano Figueiredo - História e divulgação científica em revistas (o papel das entrevistas, técnicas de edição e iconografia). Sessão 2 (1h30): - Histórico e processo de produção de uma revista de mediação científica (o caso da Revista de História da Biblioteca Nacional); Oldimar Cardoso - Histórico e processo de produção de uma revista de grande público (o caso da revista Aventuras na História). Sessão 3 (1h30): - Exemplos de utilização de revistas populares de História em sala de aula; Luciano Figueiredo - O projeto Guia do Mestre da Revista de História da Biblioteca Nacional. Sessão 4 (1h30): - Elaboração pelos participantes de planos de aula utilizando revistas populares de História.
Bibliografia: ALTMAN, Fábio e LOREDANO, Cássio. A Arte da entrevista. SP: Boitempo, 2004. BERGMANN, Klaus et alii (orgs.). Handbuch der Geschichtsdidaktik. Seelze/Velber: Kallmeyer, 1997. BOUTIER, Jean e JULIA, Dominique (orgs.). Passados recompostos: Campos e canteiros da História. RJ: Ed UFRJ e FGV, 1998. BURKE, Peter e PORTER, Roy. Línguas e jargões. Contribuições para uma história social da linguagem. SP: UNESP, 1997. CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo (orgS.). Domínios da História. Ensaios de Teoria e metodologia. RJ: Campus, 1997. COSTA, Cristiane. Pena de aluguel. SP: Cia das Letras, 2005. DARNTON, Robert. O beijo de Lamourette. Mídia, cultura e revolução. SP: Cia das Letras, 1990. DUBY, Georges. A história continua. Editora JZE, 1995. EISENHART, Christopher. The Humanist Scholar as Public Expert. Written Communication. Vol. 23, No 2, p. 150-172, abril de 2006. HUYSSEN, Andreas. Seduzidos pela memória. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2000. MAYER, Ulrich et alii (orgs.). Wörterbuch Geschichtsdidaktik. Schwalbach: Wochenschau, 2006, p. 74-75. MYERS, Greg. Discourse studies of scientific popularization: questioning the boundaries. Discourse Studies. Vol. 5, N. 2, p.265-279, 2003. PAUL, Danette. Spreading Chaos: The Role of Popularizations in the Diffusion of Scientific Ideas. Written Communication, Vol. 21, N. 1, p. 32-68, 2004. SARLO, Beatriz. Tempo passado: cultura da memória e guinada subjetiva. SP: Companhia das Letras, 2007. SCHIMIDT, Benito Bisso. Construindo biografias. Historiadores jornalistas: aproximações e afastamentos. Estudos Históricos, (indivíduo, biografia, história), v. 10, nº 19, 1997.
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Descrição: O objetivo do curso consiste em apresentar um painel sobre os estudos históricos que vêm demonstrando a importância de idéias e ações de saúde no pensamento social e no processo de construção do Estado Nacional no Brasil das primeiras décadas do século XX. Trata-se de abordar a história da saúde, mais precisamente dos conhecimentos e práticas a ela referidos, como aspecto central na história social e política do país. A proposta é apresentar inicialmente questões gerais de natureza teórico-metodológica e contribuições de pesquisas recentes. Nas sessões seguintes, serão apresentados estudos de caso referidos à temática geral do curso, compondo um painel representativo de objetos, análises de fontes e produção de conhecimento original no campo dos estudos históricos em saúde. O curso está dividido em três módulos, abordando um panorama geral da pesquisa em história da saúde no Brasil e estudos recentes desenvolvidos no Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde, da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz. Programa: Módulo I: Introdução ao tema, abordando aspectos gerais da historiografia da saúde, o ideário sanitarista do início do século XX, as políticas de saúde e seus personagens. Módulo II: O Brasil como objeto – Uma clareira no sertão? Saúde, nação e região na construção de Brasília (1956-1960). – Saúde, doença e desenvolvimento – O programa de erradicação da bouba no Brasil (1956-1961). Módulo III: O Brasil como objeto – A educação sanitária e as ciências sociais a serviço da saúde pública nos anos de 1950. – Alimentação nacional como categoria explicativa do Brasil (anos 1930-1960)
Bibliografia: ACKERNECHT, Erwin H. Anticontagionism between 1821 and 1867. The Bulletin of the History of Medicine, vol.22, 1948, p.562-593. ARMUS, Diego; HOCHMAN, Gilberto. Cuidar, controlar, curar – ensaios históricos sobre saúde e doença na América Latina e Caribe. RJ: Editora Fiocruz, 2004. BRAGA, José Carlos de Souza & PAULA, Sérgio Góes de. Saúde e Previdência: Estudos de Política Social. São Paulo, Hucitec, 1986. BROWN, Theodore M., CUETO, Marcos, FEE, Elizabeth. A transição de saúde pública ‘internacional’ para saúde pública ‘global’ e a Organização Mundial da Saúde. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 13, n.3, pp.623-47, jul-set, 2006. CAMPOS, André Luiz V. de. Políticas Internacionais de Saúde na Era Vargas: o Serviço Especial de Saúde Pública, 1942-1960. RJ: Editora Fiocruz, 2006. CASTRO SANTOS, Luiz A. O pensamento sanitarista na Primeira República: uma ideologia de construção da nacionalidade. Dados - Revista de Ciências Sociais. RJ, v.28, n. 1985. _______. Estado e Saúde Pública no Brasil (1889-1930). Dados - Revista de Ciências Sociais. RJ, v.23, n.2, 1980. _______. “A reforma sanitária ‘pelo alto’: o pioneirismo paulista no início do século XX”. In: Dados, vol. 36, (3), 1993, pp. 361-92. _______; FARIA, Lina R. de. A Reforma Sanitária no Brasil: ecos da Primeira República, São Paulo: EDUSP, 2003. CHALHOUB, Sidney. Cidade Febril: cortiços e epidemias na corte Imperial. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. COSTA, Jurandir Freire. Ordem Médica e norma familiar. RJ: Graal, 1983. COSTA, Nilson do Rosário. Lutas urbanas e controle sanitário. Petrópolis: Vozes, 1985. FOUCAULT, Michel. A microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1984. HOCHMAN, Gilberto. A era do saneamento: as bases da política de saúde pública no Brasil. SP: Editora Hucitec, Anpocs, 1998. LIMA, Nísia Trindade. Um sertão chamado Brasil: intelectuais e representação geográfica da identidade nacional. Rio de Janeiro: Revan, Iuperj/ Ucam, 1999. ______; HOCHMAN, Gilberto. Pouca sa
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Descrição: Este Mini Curso pretende traçar uma periodização da recepção do pensamento de Walter Benjamin no Basil e no nordeste brasileiro entre 1960 e 2000, caracterizando suas distintas fases , apresentando obras representativas de cada fase pioneiramente. Será apresentado um balanço de teses , dissertações e livros produzidos no interior das Universidades sobre o Autor. Programa: PRIMEIRA FASE; ANOS 60- AS TRADUÇÕES E ESTUDOS DE CRÍTICA LITERÁRIA E COMUNICAÇÃO SOCIAL SEGUNDA FASE: ANOS 80: O ENSAISMO BRASILEIRO SOBRE W. BENJAMIN E A TRADUÇÃO DAS OBRAS ESCOLHIDAS 9BENJAMIN - O CRITICO DA MODERNIDADE. TERCEIRA FASE: RECEPÇÃO E CRIATIVIDADE - A APLICAÇÃO DE W. BENJAMIN Á HISTÓRIA, A FILOSOFIA, A LITERATURA, A COMUNICAÇÃO E AO TEATRO QUARTA FASE: HERMENEUTICA E CRITICA FILOLOGICA - A TRADUÇÃO DO TRABALHO DAS PASSAGEM
Bibliografia: JOSÉ GUILHERME MERQUIOR- ARTE E SOCIEDADE EM ADORNO, BENJAMIN E MARCUSE SERGIO PAULO ROUANET. O EDIPO E O ANJO JEANNE-MARIE GAGNEBIN. OS CACOS DA HISTÓRIA FLÁVIO KOTHE. BENJAMIN E ADORNO: CONFRONTOS MICHALE LOWY. ALARME DE INCENDIO MICHEL ZAIDAN FILHO. A CRISE DA RAZÃO HISTÓRICA WILLIE BOLLIE. A FISIOGNOMIA DA METROPOLE MODERNA OLGARIA MATTOS. OS ARCANOS DO INTEIRAMENTE OUTRO GUNHTER KARL PRESLEY. BENJAMIN: BRASIL
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Descrição: O título toma como referência a obra de Max Weber “A ética protestante e o espírito do capitalismo e pretende discutir a formação do mundo moderno utilizando como parâmetros a renovação renascentista e a crise dessa renovação: a cultura barroca. Nesse sentido, discutiremos a idéia primeira de modernidade através do exame da cidade-república e da cultura da vontade cívica inerente a ela, tomando como lugar central a apreensão da idéia de moderno e todas as suas formas de singularidade, buscando com isso estabelecer o que chamamos de ética burguesa. De outro lado, buscaremos entender como ao longo do século XVI com a formação dos estados centralizados essa ética, constituída por uma determinada moral, vai adquirindo a forma de uma “moral do príncipe” até se estabelecer como ética capitalista ao longo do século XVII, mas não de modo fácil, por isso, ao final, examinaremos as alternativas que na cultura barroca foram oferecidas ao modo do espírito do capitalismo. Programa: 1ª sessão: Ética, moral, política e religião na cultura moderna – a formação da virtu cívica nas cidades-repúblicas; 2ª. Sessão: O desenvolvimento do republicanismo renascentista e a formação da ética burguesa – Maquiavel republicano; 3ª. Sessão: A passagem da moral burguesa da cidade para a moral do príncipe dos Estados modernos centralizados – ética, moral e religião como componentes estatais; 4ª. Sessão: As políticas de estado, a noção de capitalidade e a secularização do estado – a crise da noção de obediência e o surgimento da idéia de tolerância – reformas religiosas e ética protestante; 5ª. Sessão: A cultura barroca e a crise renascentista – o homem, a individualidade e a política: a busca de alternativas à crise da primeira modernidade. 6ª. Sessão: A ética burguesa contra a ética capitalista
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Descrição: O Curso objetiva estimular a reflexão acerca de uma História dos portos e cidades brasileiras na contemporaneidade, considerando-se a comunidade portuária e a espacialidade urbana Programa: 1 - História, Portos e Cidades: Uma reflexão historiográfica; 2 - As Transformações dos portos e a configuração das cidades sob o Capitalismo; 3 - O Surgimento das Comunidade Portuária e de uma espacialidade urbana contemporâneos; Alguns exemplos: Rio de Janeiro, Santos e Salvador
Bibliografia: • ABREU, Maurício de Almeida. Evolução Urbana do Rio de Janeiro - 4° edição. Rio de Janeiro, 2000. BOSA, Miguel Suárez , Pedro González de la Fe, Juan Luis Jiménez González -Cambios en la organización de la actividad en el Puerto de Las Palmas (Gran Canaria): Una visión histórica. Las Palmas (Espanha),. TST Revista de Historia, nº 9, 2005 • COCCO, Giuseppe e SILVA, Gerard - Cidades e Portos: Os espaços da Globalização.RJ. DP e A, 1999. • COSTA, Eliane (coord.) Circuito Mauá: Saúde, Gamboa e Santo Cristo. 1998.CCJE (biblioteca). Descrição: CD – Rom. Coleção: Arquivo Computador • DUCRUET, Cesar - Structures et dynamiques spatiales des villes portuaires: du local au mondial . M@ppemonde 77, 2005 – www.estudiosatlanticos.com • FERRERAS, Norberto Osvaldo - Cidades Inumanas: Condições de Vida dos Trabalhadores de Buenos Aires e Rio de Janeiro (1930-1945). RJ, PPGH/UFF, Dissertação de Mestrado, 1995, mimeo. • HONORATO, Cezar – O Porto e o Polvo. SP, Hucitec, 1996 • - ESTADO E REFORMAS PORTUÁRIAS NO BRASIL CONTEMPORÂNEO 1 – Século XIX. Las Palamas (Espanha) ULPGC, disponível em www.estudiosatlanticos.com. • POVOLERI, Lérida Maria Lago O Porto do Rio de Janeiro na Estratégia do Desenvolvimento da Relação Capitalista no Brasil: economia e política de transporte no primeiro governo Vargas (1930-1945). 2001. Tese (Doutorado em História Social) - Universidade Federal do Rio de Janeiro. • TRIER, Misal - Ciudad vieja de Montevideo. Procesos de transformación en un barrio portuario- 2007 - www.estudiosatlanticos.com SANTOS, Flávio Gonçalves dos - Economia e Cultura do Candomblé na Bahia:o comércio de objetos litúrgicos afro-brasileiros 1850/ 1937. Niterói, Tese de Doutorado, UFF,2007 • VELASCO E CRUZ, Maria Cecília -. Virando o Jogo: Estivadores e Carregadores no Rio de Janeiro da Primeira República. Tese de Doutorado. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO -
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ESGOTADO
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Descrição: Ao fim do conflito bi-polar formou-se um vazio conceitual para análise dos destinos do sistema internacional. Muito embora inúmeros fenômenos que ora presenciamos não se originaram no contexto do desaparecimento da URSS, a Guerra Fria mediou a complexificação das relações internacionais através, por exemplo, do surgimento de mais de uma centena de novos Estados Nacionais oriundos do processo de descolonização. A proposta do presente mini-curso é a de desenvolver meios que capacitem os alunos para a análise das tendências do desenvolvimento das relações internacionais contemporâneas tendo como pano de fundo a diversificação de temáticas que se fazem necessárias para a compreensão do novíssimo sistema internacional sistema internacional. Serão desenvolvidos pelos proponentes temáticas básicas que forneçam aos alunos elementos tanto conceituais quanto empíricos para a compreensão das relações internacionais contemporâneas. Programa: Curso ministrado conjuntamente com o prof. Dr Hugo Rogélio SUPPO 1ª aula. Abordagens teóricas sobre a globalização e a governança mundial (Prof. Hugo Suppo) 2ª aula. A soberania dos estados nacionais e a nova complexidade do sistema internacional (Prof. Bernardo Koscher) 3ª aula. O poder das identidades e a nova ordem internacional (Prof. Hugo Suppo) 4ª aula. A economia Política Internacional e os desafios do processo de globalização (Prof. Bernardo Koscher)
Bibliografia: BIBLIOGRAFIA DAS AULAS 2 e 4 BARBER, Benjamin R. Jihad x McMundo. Rio de Janeiro, Record, 2003. BAUMAN, Zygmunt. Europa. Uma aventura inacabada. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2006. BECK, Ulrich. La Mirada Cosmopolita o la Guerra es la Paz. Barcelona, Ediciones Paidós Ibérica, 2005. BELLO, Walden. Desglobalização. Idéias para uma nova economia mundial. Petrópolis, Vozes, 2003. BOBBIT, Philip. A guerra e a Paz na História Moderna. O impacto dos grandes conflitos e da política na formação das nações. Rio de Janeiro, Campus, 2003. GOWAN, Peter. A Roleta Global. Rio de Janeiro, Record, 2003. HALLIDAY, Fred. Repensando as Relações Internacionais. Porto Alegre, Editora da UFRGS, 2006. HELD, David e McGREW, Anthony. Prós e Contras da Globalização. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2001. IKENBERRY, G. John. After Victory. Institutions, strategic restraint and the rebuilding of order after major wars. Princeton University Press, 2000. KAGAN, Robert. Os Estados Unidos e a Europa na Nova Ordem Mundial. Rio de Janeiro, Rocco, 2003. KRASNER, Stephen D. Soberanía, hipocresía organizada. Barcelona, Paidós, 2001. LESSA, Mônica Leite e GONÇALVES, Williams da Silva (orgs.). História das Relações Internacionais. Teoria e Processo. Rio de Janeiro, Eduerj, 2007. NASR, Seyyed Vali Reza. Islamic Leviatan. Islam and the making of state power. Oxford, Oxford University Press, 2001. PIJL, Kees van der. Global Rivalries. From the Cold War to Iraq. Londres, Pluto Press, 2006. ROSENAU, James N e CZEMPIEL, Ernst-Otto (orgs.). Governança sem Governo. Ordem e transformação na política mundial. Brasília/São Paulo, Edunb/Imprensa Oficial do Estado, 2000. SILVA, Tatiana Teixeira da. Think Tanks e Neocons Norte-Americanos no Governo Bush. A arte de pensar o impensável no pós-11 de setembro. Rio de Janeiro, Revan, 2007.
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