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43. Africanos e Afro-descendentes Escravizados no Brasil Colonial e Imperial: Trabalho, Resistência, Representações, Cultura e Educação

43. Africanos e Afro-descendentes Escravizados no Brasil Colonial e Imperial: Trabalho, Resistência, Representações, Cultura e Educação

Coordenadores: MARIA DO CARMO BRAZIL (Doutor(a) - UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS)

Descrição:    

Os rastros da escravidão, indiscutivelmente permanecem como instigantes temas de investigação e de produção na área das humanidades. Estudos realizados sobre escravidão e a vida social no período pós-abolição têm procurado focalizar experiências e perspectivas dos segmentos subalternizados nos diversos cantos do país, envolvendo debates sobre relações de poder, instituições, mobilizações sociais e reconstruções identitárias. Nessa linha de abordagem propomos neste simpósio estabelecer a mesma congruência e cingir orientações epistemológicas que privilegiam, sobretudo, a definição dos fatos, fenômenos sócio-econômicos e seus encadeamentos necessários.
O Simpósio deve abarcar comunicações discutindo: 1) o tráfico de africanos escravizados;
2) as múltiplas formas de exploração e de resistência do trabalhador escravizado à escravidão no Brasil, do século 16 ao século 19;
3) a sociedade escravista, nos seus aspectos políticos, ideológicos,
culturais, comportamentais, etc.
4) as representações no Brasil do trabalho escravizado, quando e após a escravidão;
5) as formas de exploração, de organização e de resistência da população com afro-ascendência após 1888.
6. Trajetória de luta, níveis de conquista e os limites da prática educacional envolvendo o segmento negro brasileiro no período pós Abolição.

Bibliografia:    

ALGRANTI, Leila Mezan. O feito ausente. Estudo sobre a escravidão urbana no Rio de Janeiro. Petrópolis: Vozes, 1988.
BRAZIL, Maria do Carmo. Fronteira negra: dominação, violência e referência escrava em Mato Grosso (1718 – 1888). Porto Alegre: EdiUPF, 2002. [Malungo,3]
CAPELA, José. Escravatura: a empresa de saque e o abolicionismo (1810-1875). Porto: Afrontamento, 1974.
COSTA,Emilia Viotti da.. Da Senzala a Colônia. SP, Brasiliense, 1989.
CONRAD, Robert. Os últimos anos da escravatura no Brasil: 1850-1888. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Brasília, INL, 1975.
FIABANI, Adelmir. Mato, palhoça e pilão: O quilombo, da escravidão às comunidades remanescentes (1532-2004). SP: Expressão Popular, 2005.
GORENDER, Jacob. O escravismo colonial. SP: Ática, 1985. GUTIERREZ, Ester J. B. Negros, charqueadas e olarias: um estudo sobre o espaço pelotense. Pelotas: Ufpel; Mundial, 1993.
KARASCH, Mary C. A vida dos escravos no Rio de Janeiro (1080-1850). SP: Companhia das Letras, 2000.
LIMA, Solimar Oliveira. Braço forte: trabalho escravo nas fazendas da nação no Piauí [1822-1871]. Porto Alegre: EdiUPF, 2005. [Malungo, 4]
LOPES, Helena Theodoro. Educação e identidade. Cadernos de Pesquisa. São Paulo: Fundação Carlos Chagas, n. 63, novembro 1987.
MAESTRI, MARIO. O negro e o gaúcho: Estâncias e fazendas no Rio Grande do Sul, Uruguai e Brasil. Porto Alegre: EdiUPF, 2008. [Malungo, 14]
MEILLASSOUX, Claude. L´esclavage en Afrique précoloniale: dix-sept études présentées par. Paris: François Maspero, 1975.
MIERS, Suzanne & KOPYTOTT, Igor. [Org.] Slavery in Africa: historical and anthropological perspectives. Wisconsin: University of Wisconsin, 1977.
PETIT, P. et al. El modo de producción esclavista. Madrid: Akal, 1986.
REIS, João José e GOMES, Flávio (Org.). Liberdade por um Fio: História dos Quilombos no Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1996.
REVISTA HISTÓRIA & LUTA DE CLASSES. Escravidão, trabalho, resistência. Rio de Janeiro, Adia, Ano 2, nov de 2006

Justificativa:    

Pretendemos reunir considerações de pesquisas com perspectivas multidisciplinares [história, literatura, educação, sociologia, entre outras áreas] cuja inquirição estimule a busca da historicidade, a reconstrução do passado das classes trabalhadoras, sobretudo das herdeiras da escravidão, e a reflexão envolvendo as pressões dos movimentos populares no sentido de promover mudanças estruturais no país. Enfim, este Simposio  pretende agregar trabalhos que tratem da questão escrava, do trabalhador livre e pobre e das vicissitudes da vida cotidiana do segmento afro-descendente, componente histórico de um país marcado não só pela diversidade cultural como também por sua estrutura social excludente e discriminatória. Justifica-se, portanto, a proposta “Africanos e afro-descendentes escravizados no Brasil colonial e imperial: trabalho, resistência, representações, cultura e educação [séc. 16-21]”, devido à importância do tema para a interpretação da formação social brasileira. Com essa proposta teremos um balaço, de caráter inventariante e descritivo, de parte da produção acadêmica e científica sobre esse domínio.

Realização:
Patrocínio Institucional:
Patrocínio Acadêmico:
Apoio cultural: Produção: Apoio:
SNH2009 - XXV SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA - História e Ética
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